sexta-feira, 11 de agosto de 2017

SEGUNDA EDIÇÃO DE 11-8-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO O ANTAGONISTA
O primeiro delator da Zelotes
Brasil Sexta-feira, 11.08.17 09:27
A Zelotes conseguiu seu primeiro delator.
Como mostrou o Bom Dia Brasil, Paulo Cortez, ex-conselheiro do CARF, entregou o esquema de José Ricardo da Silva para perdoar a multa do BankBoston. José Ricardo da Silva era sócio de Erenice Guerra.
O jogo de Gilmar, segundo Janot
Brasil 11.08.17 08:31
O Radar publica que Rodrigo Janot "atribui os disparos de Gilmar a uma tentativa de criar um ambiente favorável para a nova PGR, Raquel Dodge, anular um punhado de delações fechadas até agora. Por isso, ele considera que um contra-ataque só serviria para robustecer a estratégia do ministro".
Factoide plantado
Brasil 11.08.17 08:20
Janaína Paschoal, no Twitter, avisa que notícias estão sendo plantadas para desmoralizar a Lava Jato.
Ela está certa. É isso mesmo.
Leia aqui:
“Estou muito preocupada com as notícias que vêm se multiplicando, no sentido de que as delações foram incompletas.
Em nenhum artigo de lei, está escrito que o delator precisa entregar documentos do que fala. Ele conta o que sabe, apresenta o que tem.
Cabe às autoridades, com base no que foi revelado, investigar e avaliar quanto o depoimento ajudou para fins de cálculo dos benefícios.
As notícias que vêm sendo publicadas criam o factoide de que as delações foram incompletas, inverídicas.
Por que ando preocupada com essa deturpação do papel dos delatores? Porque acredito, firmemente, que o factoide está sendo plantado.
Paulatinamente, vão criando na população o sentimento de que houve muitos erros, muitas incongruências. Que o Direito exige a anulação”.
FHC abafa
Brasil 11.08.17 07:15
Fernando Henrique Cardoso concordou que há uma operação para abafar a corrupção no País, como disse o ministro Luís Roberto Barroso, mas que "dificilmente" ela terá sucesso.
Com essa declaração, FHC abafou tucanos na outra acepção do verbo.
O encontro dos inocentes
Brasil 11.08.17 07:11
Renan Calheiros recepcionará Lula no tour do petista pelo Nordeste.
Renan é investigado em 12 inquéritos no STF e Lula é réu em 05 processos.
Sem provas contra Lula e Dilma?
Brasil Quinta-feira, 10.08.17 22:57
O procurador Ivan Marx disse que Joesley Batista não apresentou provas de que pagou 150 milhões de dólares em propinas para Lula e Dilma Rousseff.
Ele declarou ao UOL:
“É uma história meio absurda desde o início. Ele não tem nada. Essa história não tem pé nem cabeça. Não tem como provar”.
Ivan Marx também não encontrou provas das pedaladas de Dilma Rousseff nem de que Lula deu ordens para subornar Nestor Cerveró.
Releia aqui:



NO BLOG DO NOBLAT
Temer, sem votos para governar
Sexta-feira, 11/08/2017 - 04h32
Por Ricardo Noblat
Ao negar licença para que o presidente da República pudesse ou não ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal por crime de corrupção passiva, a Câmara dos Deputados garantiu a Michel Temer o direito de cumprir seu mandato até o fim. Mas foi só. Não lhe garantiu os votos necessários para que governe ativamente.
A joia da coroa da curta e tumultuada Era Temer, a reforma da Previdência, por exemplo, não passará pelo Congresso por falta de votos na Câmara e no Senado. Foi o que mostrou ao presidente e aos seus acólitos o mais recente levantamento feito por líderes dos partidos que dizem apoiá-lo.
Cristalizou-se cá fora a percepção de que a reforma prejudicará a maioria dos brasileiros, principalmente os de baixa renda. E dentro do Congresso, a certeza de que o voto a favor da reforma custará muitos votos nas eleições do próximo ano. O governo não soube vender a reforma ao distinto público. Agora é tarde.
Caso sobreviva às novas denúncias que estão por vir, seja por meio da Procuradoria Geral da República ou de delações à Lava Jato, o governo Temer parece condenado a só cumprir tabela. O que precisar de larga maioria de votos no Congresso acabará ficando para o próximo governo. Subirá o preço do ralo apoio oferecido.
Caberá a Temer cumprir o rito de transferência do poder ao seu sucessor. O que está longe de significar que ele terá se tornado um presidente decorativo. A caneta que detém ainda está carregada de tinta. Mesmo que fraco, um presidente ainda pode muito, mais ainda a 15 meses de eleições.
Temer cobrará alto pela adesão do PMDB a candidatos à sua vaga. E é por isso que o PSDB finge descolar-se do governo para acabar permanecendo nele. A digital do governador Geraldo Alckmin foi identificada nos votos do seu partido favoráveis na Câmara ao pedido de licença para processar Temer.
Bastou que Temer declarasse abertas as portas do PMDB à candidatura do prefeito João Dória a presidente da República para que Alckmin voasse à Brasília à cata de melhores informações. E lá, depois de visitar o senador Aécio Neves (MG), aliado de Temer, se convertesse à ideia de que o PSDB não precisa deixar o governo.
Em 1989, o então presidente José Sarney pouco pode influir no destino de sua sucessão. Temer não quer ser um novo Sarney.

NO BLOG DO MERVAL PEREIRA
Distritão muda pouca coisa
POR MERVAL PEREIRA
Quinta-feira, 10/08/2017 14:58
Se o distritão for aprovado, como tudo indica, não haverá muita renovação no Congresso porque o sistema favorece as pessoas mais conhecidas. Os deputados em atividade há quatro anos são mais conhecidos do que novos candidatos. Pode acontecer também uma renovação sem substância, porque a probabilidade de pessoas famosas serem eleitas é maior. Ao mesmo tempo, os partidos terão que ter sensibilidade para escolher pessoas conhecidas, mas que tenham qualidade, não vão querer ter bancadas de “tiriricas”. Se um deputado de má fama for reeleito no distritão é porque o eleitor quis. No voto proporcional, como é hoje, é possível fazer manobras para eleger deputados que não seriam eleitos por causa da má fama.
(...)

NA TRIBUNA DA INTERNET
Odebrecht enfim fornece dados das contas que incriminam muitos políticos
Por Bela Megale
Na Folha de São Paulo
A força-tarefa de Curitiba recebeu nesta semana uma leva considerável de documentos da Odebrecht que podem comprometer os investigados na Lava Jato. Segundo envolvidos nas investigações, o material inclui de extratos bancários de pagamentos a offshores no exterior destinados a políticos e a novas planilhas com nomes de receptores de recursos ilícitos que ainda não apareceram.
O material integra o MyWebDay, sistema usado no dia a dia da área de pagamentos de propina da Odebrecht, o setor de operações estruturadas, para fazer o controle interno dos repasses ilegais.
MAIS PROVAS – Na avaliação de procuradores ouvidos pela Folha, mais do que corroborar dados da delação da empresa, o material pode abrir novos flancos de investigação que não prosperaram por causa da falta de provas.
Na segunda-feira (dia 7), a colunista Mônica Bergamo informou que o software ainda não tinha sido acessado pelo Ministério Público. A afirmação foi feita pelos procuradores à Justiça em resposta aos advogados do ex-presidente Lula, que solicitaram acesso ao material.
O programa ficava hospedado na Suíça e foi apagado quando a Lava Jato ganhou força, em 2014. Nele estavam armazenadas planilhas com requisições e programações de pagamentos ilícitos, obras, valores e codinomes a eles vinculados, além de extratos e documentos enviados por operadores comprovando que os acertos foram realizados.
RECUPERAÇÃO – O programa foi desenvolvido pela própria empresa nos anos 1990 para uso interno, mas acabou como ferramenta de uso exclusivo do departamento de propina.
Apesar de ter sido apagado, grande parte do material foi recuperada pelas autoridades suíças e entregue para a Odebrecht após a empresa conseguir esse direito na Justiça. Os dados foram um dos trunfos da empreiteira para fechar o acordo com os procuradores brasileiros.
Nas negociações foi acertado, porém, que só depois da homologação da leniência (espécie de delação premiada da empresa) pelo juiz Sergio Moro, é que o material seria cedido à força tarefa.
COBRANÇA – Apesar da validação ter acontecido em maio, os dados do MyWebDay chegaram à Curitiba somente na segunda semana de agosto, após a Odebrecht ser cobrada a entregar as informações.
Além desse material, a empreiteira também entregou novos dados recuperados do Drousys, o sistema usado pelos funcionários do setor de operações estruturadas para se comunicar com os operadores que geravam dinheiro ilícito e os responsáveis por fazer as entregas em espécie.
MIGLIACCIO AJUDOU – O Drousys chegou a ser transferido para a Suécia com a eclosão da Lava Jato. No entanto, os dados desse sistema estão com a força-tarefa desde março.
Para entender melhor as operações, o Ministério Público Federal pediu a ajuda de Fernando Migliaccio, ex-funcionário da Odebrecht que era o responsável pelos controles de pagamentos. Preso na Suíça, ele se tornou delator, mas não integra o grupo de 77 executivos que tiveram as negociações encabeçadas pela empresa.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Apesar de toda a “Operação Abafa”, a Lava Jato segue em frente e vai ajudar muito a moralizar a administração pública do País. A Odebrecht tenta ocultar as provas materiais, mas acaba cedendo. Os jovens integrantes da força-tarefa estão dando uma aula de competência a uma geração fracassada e corrupta. (C.N.)


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