quarta-feira, 16 de agosto de 2017

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 16-8-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
QUARTA-FEIRA, 16 DE AGOSTO DE 2017
Além de parcelar salários, o governo do DF também estuda saídas para reduzir gastos de R$1,7 bilhão ao mês com pessoal, suprimindo penduricalhos e gratificações até criminosas: na Secretaria de Saúde, uma manobra malandra dá a 82% dos servidores gratificação de 30%, como se todos tivessem doutorado. O titular da Secretaria, Humberto Lucena, foi proibido pelo Tribunal de Contas do DF de suspender essas gratificações, que vampirizam R$36,1 milhões por mês da Saúde.
A gratificação malandra se aproveita da lei que prevê acréscimo de 30% para quem tem doutorado e 10% para “cursos de especialização”.
A trapaça é fazer três “cursos de especialização”, até pela internet, e multiplicar por 3 a gratificação de 10%, acrescentando 30% ao salário.
Somando as “gratificações de titulação” dos aposentados, o total do dinheiro suprimido da Saúde, no DF, chega a R$49,3 milhões por mês.
Salários da Secretaria de Saúde do DF consomem 83% do orçamento de R$6,3 bilhões, o dobro do orçamento da Saúde no Rio de Janeiro.
Antes elogiado, o ministro Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) virou um problema para o presidente Michel Temer. A maior parte dos partidos aliados, como PR e PP, exige sua substituição. Ele é acusado de se empenhar mais pelo PSDB, seu partido, do que articular em favor do governo. Imbassahy passaria a maior parte do tempo trabalhando por sua eventual candidatura a senador ou a governador da Bahia.
Inconformados com o Imbassahy no cargo, deputados baianos, antigos aliados de Temer, não querem mais saber de conversa com o Planalto.
“Ele só tem olhos para o PSDB da Bahia”, criticou o influente líder do PP na Câmara, deputado Arthur Lira (AL), referindo-se a Imbassahy.
O Planalto finge não perceber a deterioração das relações. “Uma nova denúncia contra Temer passa na Câmara”, adverte outro líder aliado.
Em 2015, auge da irresponsabilidade da era Dilma, o governo federal pagou R$90,3 bilhões aos 29,2 milhões de aposentados do setor privado. E R$92,9 bilhões aos 980 mil aposentados do setor público.
Na Bolívia, a oposição a Evo Morales acredita que o avião pilotado pelo ex-senador Roger Pinto Molina foi alvo de sabotagem e por isso caiu após a decolagem. Molina é um dos maiores opositores de Morales.
Bolivianos não sabem se temem mais a polícia política de Evo Morales, que os persegue e espiona, ou o serviço secreto cubano (do qual é um apêndice), que cuida até da segurança pessoal do presidente cocaleiro.
O orçamento da Câmara dos Deputados, em 2017, soma espantosos R$5,92 bilhões. Cada um dos 18.710 funcionários, somados aos 513 deputados, custam ao contribuinte, em média, R$308 mil por ano.
O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, em Salvador, após uma onda de indignação nacional, suspendeu a licitação para a vergonhosa contratação de “personal trainer” para magistrados e servidores.
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) fez afago no governo Temer e reiterou o compromisso com a “agenda econômica” para sair da crise, mas avisou: aumento de impostos não passa na Casa.
Em reunião de líderes nesta terça, PSOL e PDT anunciaram que vão manter “obstrução política geral”. Pior é que ninguém na Câmara parece ter percebido quando começou.
Levantamento do sindicato de concessionários de veículos no DF já identificou alta na venda de carros novos. Em julho houve aumento de 2,9% em relação a 2016, mas houve queda de 7% em relação a junho.
Se os eleitos em 2018 decepcionarem, como sempre, o eleitor pode pedir de volta os R$3,6 bilhões que vão nos surrupiar nas campanhas?

NO DIÁRIO DO PODER
AJUSTE FISCAL
GOVERNO ANUNCIA AUMENTO DA PREVISÃO DE DÉFICIT NAS CONTAS PARA R$ 159 BILHÕES
MINISTRO DA FAZENDA ANUNCIA NOVA META E CORTES DE DESPESAS
Publicado: terça-feira, 15 de agosto de 2017 às 20:03 - Atualizado às 20:19
Redação
Os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciaram nesta noite de terça-feira, 15, que pedirá ao Congresso Nacional autorização para ampliar a meta fiscal de 2017 de um déficit de R$ 139 bilhões para déficit de R$ 159 bilhões. O resultado negativo de 2018 também foi ampliado de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões. A ampliação depende de os parlamentares aprovarem alteração nas leis de diretrizes orçamentárias de 2017 e 2018. O resultado primário de 2016 também foi de déficit R$ 159 bilhões.
“O que houve foi uma substancial queda da receita recebida até agora no ano de 2017 e a mudança consequente para a previsão de 2017. 2018 também é resultado da queda de arrecadação prevista”, justificou Meirelles.
Indecisão
A discussão sobre o tamanho e o “timing” do anúncio da meta contrapôs equipe econômica e a ala política. Inicialmente, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendia que a alteração fosse anunciada no fim do mês, para dar mais tempo de viabilizar receitas e evitar que a ampliação do déficit fosse vista como uma licença para gastar pelos ministérios.
Na quinta-feira passada, fontes do governo diziam que já havia a intenção de anunciar a ampliação da meta fiscal deste ano de um déficit de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões ainda naquele dia. Temer fez uma grande reunião com líderes do Congresso Nacional, na tentativa de facilitar a tramitação das medidas que seriam anunciadas no pacote.
A inclusão de vários parlamentares, no entanto, dificultou ainda mais chegar a um consenso. A ala política passou a defender uma ampliação na meta que poderia ultrapassar R$ 170 bilhões de déficit. E Temer passou a cobrar da equipe econômica novos cálculos e previsões de Receita.
Meirelles apresentou um cardápio de medidas que poderiam ser tomadas, mas os líderes rechaçaram toda possibilidade de aumento de impostos. Sobraram apenas receitas extraordinárias – e incertas.
Na quinta-feira passada, o anúncio foi adiado para segunda-feira e as reuniões continuaram ao longo do fim de semana. De ontem, a divulgação passou para hoje, foi marcada oficialmente para amanhã, e foi enfim feita nesta terça-feira à noite. (AE)

PEDIDO IGNORADO
OAB VAI PROCESSAR PRESIDENTE DA CÂMARA POR ENGAVETAR IMPEACHMENT
RODRIGO MAIA NÃO DEU ANDAMENTO AO PEDIDO PARA AFASTAR TEMER
Publicado: terça-feira, 15 de agosto de 2017 às 18:46 - Atualizado às 18:55
Redação
O presidente da OAB Nacional, Cláudio Lamachia, afirmou, nesta terça-feira, 15, em entrevista ao Estado que a entidade está estudando um Mandado de Segurança contra o presidente da Câmara Rodrigo Maia, no Supremo Tribunal Federal em razão da demora de quase três meses e meio para dar seguimento ao processo de impeachment na Casa.
“Eu determinei que fosse feito um exame e devo examinar isso ainda no dia de hoje. Justamente para avaliarmos a possibilidade de ingresso de mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal, porque não é razoável que se demore 90 dias para o despacho. Isto na minha concepção há um abuso por parte da presidência da Câmara e há uma verdadeira omissão do presidente da Câmara por não despachar”, afirmou Lamachia.
O argumento central do pedido de impeachment da OAB é o conteúdo da conversa gravada pelo executivo Joesley Batista, da JBS, com Temer na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu.
O diálogo mostra que o presidente ouviu uma sucessão de crimes narrados por seu interlocutor – Joesley falou no Mensalinho de R$ 50 mil para o procurador da República, Ângelo Goulart e na mesada milionária para o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
O pedido foi protocolado pelo presidente da OAB Nacional, Cláudio Lamachia, no dia 25 de maio e permanece até hoje engavetado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes chegou a pedir explicações ao parlamentar sobre a suposta demora para dar seguimento à ação.
O presidente da OAB Nacional afirma que a entidade pretende recorrer ao Supremo pela pauta. (AE)

ACORDO IMPOSSÍVEL
PGR SUSPENDE NEGOCIAÇÕES DA DELAÇÃO DO EX-DEPUTADO EDUARDO CUNHA
EDUARDO CUNHA SOUBE PELOS ADVOGADOS DA REJEIÇÃO DA PROPOSTA
Publicado: terça-feira, 15 de agosto de 2017 às 17:40 - Atualizado às 18:56
Redação
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara dos Deputados foi informado hoje (15) de que as negociações de seu acordo de delação premiada foram suspensas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A notícia foi dada pelos advogados após informação oficial dos procuradores que afirmaram não haver qualquer possibilidade do acordo político evoluir. Agora, os advogados do peemedebista estudam uma possibilidade da delação após a troca do procurador-geral da República, marcada para o dia 17 de setembro, quando Raquel Dodge passará a ocupar o atual cargo de Rodrigo Janot.
Uma das principais críticas dos investigadores é que Cunha iniciou o processo de negociação há cerca de três meses e desde então ficou focado em temas espinhosos de seus inimigos e na redução de danos de seus aliados.
O rascunho da delação do ex-deputado chegou a somar cerca de 100 anexos e apontou nomes como do secretário-geral da Presidência, Moreira Franco, e o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.
Apesar das negociações não terem sido finalizadas, os procuradores já haviam deixado claro a impossibilidade de soltura ao final do ano.

NA COLUNA DO AUGUSTO NUNES
A Lava Jato na mira dos conspiradores de toga
Moro luta contra a manobra em curso no Supremo que tenta ressuscitar o Brasil da bandidagem impune
Por Augusto Nunes
Terça-feira, 15 ago 2017, 19h42
No seminário sobre Justiça Brasileira promovido pela Jovem Pan na manhã desta terça-feira, o juiz Sergio Moro revelou-se especialmente preocupado com a manobra ensaiada nas catacumbas do Supremo Tribunal Federal. Inquietos com a dramática redução da distância que separa da cadeia um cardume de corruptos graúdos fisgados no pântano do Petrolão, alguns ministros flertam com a ideia de exigir que o cumprimento da pena comece só depois de confirmada a sentença em terceira instância.
Faz pouco mais de um ano que o STF, seguindo o entendimento de Teori Zavascki, decidiu que bastava o aval da segunda instância. “É o grande legado do ministro Teori”, lembrou Moro em sua palestra. O que teria induzido integrantes do time da toga a planejar a esperteza qualificada de “desastrosa” pelo juiz federal de Curitiba? A resposta está em outra frase do palestrante: “Nós retornaríamos no tempo”.
É exatamente isso o que pretendem Gilmar Mendes e seus seguidores: o imediato regresso ao Brasil anterior à Lava Jato. Naquele tempo, todos eram iguais perante a lei, mas havia os mais iguais que os outros. Esses nunca souberam como é a vida na cadeia.

NA VEJA.COM
Deputados venezuelanos completam um ano sem receber salários
Governo se recusa a enviar fundos necessários para o Parlamento sob a justificativa de que o órgão está em desacato
Por Da redação
Terça-feira, 15 ago 2017, 16h52
Os deputados venezuelanos completaram um ano sem receber salários, disse o secretário do sindicato de trabalhadores da Câmara, José Rivero. A situação decorre de medidas tomadas pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), controlado pelos aliados do presidente venezuelano Nicolás Maduro, contra a Assembleia Nacional, de maioria opositora.
Em agosto do ano passado, os deputados pararam de receber seus pagamentos. Em janeiro deste ano, a Justiça ordenou ao Executivo a paralisação do orçamento destinado à Câmara. O governo se recusa a enviar os fundos necessários para a operação do Parlamento, que afirma estar em desacato por ter descumprido várias sentenças.
“A justificativa adotada pelo governo é que os poderes Executivo e Judiciário não reconhecem a Assembleia”, disse Rivero após lembrar que o máximo órgão judicial ditou cerca de 50 sentenças contra o Poder Legislativo desde que a oposição tomou o controle do mesmo em janeiro de 2016.
Segundo Rivero, a falta de recursos econômicos também tem dificultado a realização de atividades próprias do Parlamento, como a compra de materiais, o remodelamento dos espaços, o pagamento de subsídios e a realização de sessões fora do Palácio Federal Legislativo. O sindicalista disse ainda que o pagamento dos demais funcionários da Assembleia, que não os deputados, foi assumido neste ano pelo ministério de Economia e Finanças. 
Durante quinze anos ininterruptos a Assembleia venezuelana possuiu uma maioria chavista. Nenhuma das leis ou atos propostos pelo governo de Nicolás Maduro eram questionados pelo Legislativo, nem pelo Supremo. Entretanto, nas últimas eleições parlamentares, em 2015, uma inédita e absoluta maioria opositora, eleita por 14 milhões de venezuelanos, conseguiu dominar o o órgão.
O parlamento venezuelano é composto por 167 deputados e possui 4,5 mil empregados, dos quais 1.435 estão aposentados. Todos foram afetados de alguma maneira pelas ações da Alta Corte.
(Com agência EFE)

NO BLOG DO JOSIAS
Centrão quer ex-soldado de Cunha na coordenação política da Presidência
Por Josias de Souza
Quarta-feira, 16/08/2017 05:30
Insatisfeitos com tudo o que Michel Temer vem lhes proporcionando em matéria de cargos e verbas, os partidos do chamado Centrão elevaram o nível da extorsão política. Julgam-se sub-recompensados pelos votos que cederam para enterrar na Câmara a denúncia contra o presidente por corrupção. Exigem agora a poltrona do ministro tucano Antonio Imbassahy, coordenador político do Planalto.
O Centrão quer acomodar no lugar de Imbassahy o deputado André Moura (PSC-SE), atual líder do governo no Congresso. O personagem tem uma biografia dura de roer. Ex-oficial da infantaria parlamentar de Eduardo Cunha, hoje preso em Curitiba, Moura é chamado pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) de “homicida” — uma alusão ao fato de que, entre os processos que correm contra Moura no Supremo Tribunal Federal, há um inquérito por tentativa de homicídio.
Ex-prefeito do Município sergipano de Pirambu, André Moura foi sucedido por um aliado chamado Juarez Batista dos Santos. Os dois se desentenderam. Tornaram-se inimigos políticos. A casa de Juarez foi atacada por quatro homens encapuzados. Houve troca de tiros. Um vigia que montava guarda na casa foi ferido. E Juarez acusou Moura de ser o mandante da agressão. O deputado nega.
O candidato do Centrão à vaga de ministro palaciano é réu em três ações penais no Supremo. Numa delas, a Procuradoria diz que Moura, depois de deixar o cargo de prefeito de Pirambu (SE), continuou usufruindo do cofre Prefeitura, que bancava desde a compra de alimentos para sua casa até as contas de telefone. Moura atribui as acusações às desavenças políticas que teve com o sucessor Juarez.
André Moura é investigado também em dois inquéritos relacionados à Lava Jato. Acusam-no de atuar em parceria com Eduardo Cunha para achacar empresas a partir de iniciativas adotadas na Câmara. Temer resiste à ideia de expurgar Imbassahy de sua equipe. O Centrão sugere que o presidente desloque o auxiliar para outra pasta.
Líder do PSDB na época em que Eduardo Cunha (PMDB-PE) foi cassado e Rodrigo Maia (DEN-RJ) foi escolhido para substitui-lo, Antonio Imbassahy alardeou que deflagraria na Câmara uma articulação para acabar com o Centrão. “Não basta eleger um novo presidente e cassar Eduardo Cunha”, disse ele na ocasião. “É preciso aproveitar esse momento para desconfigurar o Centrão, derrubando os muros que separam esse grupo do resto da Câmara.” Ressuscitado por Temer, o Centrão dá o troco.
Deve-se a Eduardo Cunha a criação do Centrão. Na origem, a prioridade do grupo era sequestrar a pauta legislativa do então governo Dilma Rousseff. O centrão chegou a reunir 12 legendas: PP, PR, PSD, PTB, PROS, PSC, SD, PRB, PEN, PTN, PHS e PSL. Juntas, somavam 225 votos. Imbassahy se referia ao grupo com termos ácidos:
“O Centrão é visto como uma bactéria dentro da Câmara. Mas há gente de valor nesses partidos. São deputados que podem ser atraídos para uma agenda de interesse do País. Nossa obrigação é tentar requalificar as relações na Câmara, derrubando muros, buscando convergências.”
Agora, é o grupo que enxerga Imbassahy como um vírus a ser combatido. O grupo agarra-se ao fato de metade da bancada tucana ter votado a favor da continuidade do processo contra Temer. “Ficou demonstrado que o Imbassahy não coordena nem o partido dele”, diz um dos líderes do Centrão. A nova investida chega num instante em que o Planalto perde musculatura no Congresso.

Eleitor terá de fazer Justiça com o próprio dedo
Por Josias de Souza
Terça-feira, 15/08/2017 20:59
Num instante em que o Congresso vota um remendo eleitoral batizado de reforma política, o eleitor brasileiro precisa se ligar. Ou continuará sendo feito de bobo. Congressistas enlameados buscam a autoproteção com financiamento público. Seja qual for o modelo adotado, a crise exige uma atitude do eleitor. Um gesto individual e consciente. A corrupção e a desfaçatez já não permitem que o eleitor se mantenha exilado no conforto de sua omissão política. A conjuntura intima o brasileiro a retornar à História do País, moralizando-a.
Presidentes, governadores, senadores e deputados não surgem por geração espontânea. Eles nascem do voto. E não é mais admissível que pilantras notórios continuem se reelegendo eternamente. O primeiro passo é abandonar o lero-lero de que os políticos ''são todos iguais''. Não são. Isso é coisa de quem não quer pensar.
Depois que a Política virou um outro ramo do crime organizado, ficou mas difícil de distinguir bandidos de mocinhos. Mas não é impossível. Na era da internet, as informações estão aí, à disposição de todos. Se o Congresso não se emenda, se o TSE não cassa ninguém e se o STF retarda os julgamentos cabe ao eleitor assumir o seu papel de protagonista do espetáculo de 2018. A verdadeira reforma política está na urna. Prepare-se desde já para fazer Justiça com o próprio dedo.

NO O ANTAGONISTA
Acordo no matadouro
Brasil Quarta-feira, 16.08.17 07:05
A turma de Michel Temer está preparando o terreno para anular o acordo da JBS com a PGR.
O procurador Ivan Marx, que sempre foi aplaudido pelo PT, agora é aplaudido também pelo Estadão.
Leia um trecho do editorial de hoje:
“Que o empresário Joesley Batista fez um negócio da China ao delatar o presidente Michel Temer em troca de total imunidade para os muitos crimes de corrupção envolvendo políticos, empresários e funcionários que confessou ter cometido, todos já sabiam. Agora, porém, surgem suspeitas de que Joesley e os executivos de sua empresa, a JBS, fizeram a bombástica delação também com o objetivo de ficarem livres de punição por supostas fraudes cometidas nos investimentos bilionários que o conglomerado recebeu do BNDES. Essa mutreta, se comprovada, reforça a sensação de que o instrumento da delação premiada, aplicado apressadamente por setores do Ministério Público, não tem servido apenas para esclarecer crimes e desmontar quadrilhas, mas também para livrar criminosos da prisão, enquanto dá a falsa impressão de que a corrupção está sendo combatida.
O novo caso envolvendo Joesley Batista foi revelado pelo procurador Ivan Marx, do Ministério Público Federal em Brasília. Responsável pela Operação Bullish, que investiga fraudes na concessão de aportes do BNDES, Marx disse que foram detectados problemas em contratos com a JBS que resultaram em perdas de mais de R$ 1 bilhão”.
Exército em Niterói
Brasil 16.08.17 06:43
O Exército está varrendo as ruas de Niterói.
Às 4h30, segundo o G1, a Ponte Rio-Niterói foi bloqueada para permitir a passagem das tropas.
Serão cumpridos 70 mandados de prisão em seis favelas da cidade.
O doador oculto
Brasil 16.08.17 06:40
O PT sempre teve caixa-preta.
O que o partido quer fazer agora é legalizá-la.
Como diz O Globo, Vicente Cândido inventou um dispositivo para ocultar os doadores de campanha.
“O texto prevê que caberá ao próprio doador decidir se quer ficar oculto ou não.
Se pedir sigilo, sua identidade só poderá ser conhecida por órgãos de controle e pelo Ministério Público, ao contrário do que ocorre hoje, quando é possível saber quem destinou quanto dinheiro a qual candidato”.
Chico Alencar perguntou a Vicente Cândido:
“Qual é a finalidade desse dispositivo?”
Ele respondeu candidamente:
“(Eu o incluí) por causa do momento que estamos vivendo e das perseguições”.
O projeto de Meirelles desmoronou
Brasil 16.08.17 06:20
O que Henrique Meirelles ainda está fazendo no governo?
Raymundo Costa, do Valor, diz:
“Se foi para o governo pensando em disputar a Presidência da República, o projeto político original de Meirelles (ser alçado candidato em razão do sucesso absoluto da política econômica) desmoronou.
A esta altura, o ministro também sabe que o governo depende muito mais dele do que ele do governo. Resta saber se está disposto a ficar amargando não só derrotas no Congresso Nacional, como também o mau humor do Planalto”.
Lula e os "erros" de Maduro
Mundo 15.08.17 20:08
Luiz Inácio Lula da Silva, informa a Folha, criticou a ameaça de Donald Trump de usar armas para conter a crise na Venezuela.
E disse que Nicolás Maduro cometeu "erro" --aparentemente, não o de destruir a democracia e prender seus adversários políticos, mas o de "não ter o mesmo charme" de Hugo Chávez.
É tanto charme que, para Lula, uma ditadura fica até parecida com o que ele já chamou de "democracia em excesso".

REFLEXÃO CRISTÃ ESPÍRITA

-O Tesouro Enferrujado-
“O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram.” 
(Tiago, capítulo 5, versículo 3.)
Os sentimentos do homem, nas suas próprias ideias apaixonadas, se dirigidos para o bem, produziriam sempre, em consequência, os mais substanciosos frutos para a obra de Deus.
Em quase toda parte, porém, desenvolvem-se ao contrário, impedindo a concretização dos propósitos divinos, com respeito à redenção das criaturas.
De modo geral, vemos o amor interpretado tão-somente à conta de emoção transitória dos sentidos materiais, a beneficência produzindo perturbação entre dezenas de pessoas para atender a três ou quatro doentes, a fé organizando guerras sectárias, o zelo sagrado da existência criando egoísmo fulminante.
Aqui, o perdão fala de dificuldades para expressar-se; ali, a humildade pede a admiração dos outros.
Todos os sentimentos que nos foram conferidos por Deus são sagrados. Constituem o ouro e a prata de nossa herança, mas, como assevera o apóstolo, deixamos que as dádivas se enferrujassem, no transcurso do tempo.
Faz-se necessário trabalhemos, afanosamente, por eliminar a “ferrugem” que nos atacou os tesouros do espírito.
Para isso, é indispensável compreendamos no Evangelho a história da renúncia perfeita e do perdão sem obstáculos, a fim de que estejamos caminhando, verdadeiramente, ao encontro do Cristo.

Do cap. 24 do livro <Caminho, Verdade e Vida>, de Emmanuel, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Da página http://www.oconsolador.com.br, publicada em 22-5-2011.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

QUARTA EDIÇÃO DE 15-8-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO O ANTAGONISTA
O Zé Bonitinho do governador
Brasil Terça-feira, 15.08.17 15:29
O advogado Adelson Freitas dos Reis, preso hoje na Operação Anteros, no Rio Grande do Norte, gosta de fantasiar-se de Zé Bonitinho:
O Zé Bonitinho de Robinson Faria, o governador do Rio Grande do Norte. Ambos alvos da Anteros
Cármen Lúcia não pauta o julgamento que pode salvar Lula
Brasil 15.08.17 14:59
Cármen Lúcia, depois do seminário da Jovem Pan, disse que o fim da prisão para os condenados em segunda instância não está na pauta do STF:
"Não há nada pautado sobre isso. Não há nada cogitado".
Isso vale mais do que qualquer Ação da Cidadania contra a Corrupção, porque pode mandar para a cadeia gente como Lula.
Se o objetivo de Cármen Lúcia é mudar o Brasil, esse é o melhor caminho.
Cadeia, Cármen Lúcia
Brasil 15.08.17 14:43
Inspirada em Betinho, Cármen Lúcia propõe "Ação da Cidadania contra a Corrupção"
A cidadania prefere mandar os corruptos para a cadeia.
Nutricionista e secretária de Marcela ganham apartamento funcional
Brasil 15.08.17 13:42
Andréia Sadi informa que Denise Silva dos Reis Leal e Cíntia Borba ganharam apartamentos funcionais em Brasília. A primeira é nutricionista de Marcela Temer e a segunda cuida de assuntos particulares da primeira-dama, como as roupas que ela usa em eventos públicos.
E o cabeleireiro? A manicure?
A propina do trabalhador
Brasil 15.08.17 12:42
As primeiras linhas de uma reportagem do Estadão resumem o PT.
Leia aqui:
"O deputado estadual Luiz Fernando Teixeira Ferreira (PT-SP), alvo de investigação sob sigilo por suposto caixa dois de R$ 300 mil da Odebrecht, emprega em seu gabinete o ex-secretário de Planejamento e de Obras de São Bernardo do Campo, Luiz Alfredo Buso, denunciado por envolvimento em desvios de R$ 7,9 milhões no âmbito de obras para a construção do Museu do Trabalhador".
"Pô, eu votei contra. Cadê?"
Brasil 15.08.17 12:03
Emissários de Michel Temer -- não incluindo Rodrigo Rocha Loures -- estão sendo cobrados desse jeito por alguns deputados que votaram pelo não prosseguimento da denúncia contra o presidente.
Eles querem a "recompensa": emendas e mais emendas.
Oi, Alexandre
Brasil 15.08.17 11:32
No dia em que a PF encosta em mais um governador, a lembrança de Josias de Souza merece registro:
"Alexandre de Moraes está sentado há 75 dias em cima do processo que pode reduzir o alcance do foro privilegiado."

NO CEARÁ NEWS 7
AMC recua e afirma que furar sinal vermelho após as 20 horas não gera multa
Órgão defendeu, mesmo sem apoio do Detran, multar veículos que furassem sinal em qualquer horário
Terça-feira, 15/08/2017 às14:00
A Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) anunciou, nesta teça-feira (15), através de nota de esclarecimento, o recuo da confusa decisão de multar motoristas que furarem o sinal vermelho entre 20h e 5h59min. O órgão vinha anunciando uma mudança no entendimento e afirmando que motoristas que furassem o sinal vermelho em qualquer horário estariam passíveis a serem multados.
A decisão repercutiu negativamente entre a população, e nem mesmo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Ceará apoiou a decisão, negando a possibilidade de multa.
Confira a nota:

PMDB perde vaga em diretoria do BNB, e Governo Federal nomeia aliado dos FGs
O indicado é Delano Macedo, que conta com o apoio do deputado federal Danilo Forte. A tarefa principal dele é livrar Cid Gomes nas irregularidades com o banco
Terça-feira, 15/08/2017 às 11:57
Na queda de braço entre o PMDB do Ceará e o deputado federal cearense Danilo Forte (sem partido) na nomeação para uma diretoria no BNB, o segundo leva vantagem e tenta emplacar Delano Macedo como diretor de Controle de Risco do Banco do Nordeste.
A escolha teve o aval dos ministros da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, que querem a exoneração do atual diretor Nícola Miccione, indicado pelo PMDB – vaga cativa até então do partido.
A carta branca a Danilo Forte teve duas motivações: 1) punir o PMDB cearense – com o voto de Vitor Valim favorável à abertura de processo com o presidente Michel Temer; 2) limpar o nome de Danilo Forte junto aos Ferreira Gomes rumo às eleições em 2018.
Entenda
Delano Macedo é ligado a Ciro Gomes e tem uma grande missão pela frente: salvar o ex-governador Cid Gomes dos processos de irregularidades em empréstimos junto ao BNB.
Segundo o Correio Braziliense, “pessoas próximas a Eunício, contudo, lembram que é arriscado para o governo comprar briga com o presidente do Congresso em um momento em que várias matérias importantes precisam tramitar no Parlamento, como a mudança de meta fiscal e as reformas da Previdência e trabalhista”.

TERCEIRA EDIÇÃO DE 15-8-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO DIÁRIO DO PODER
NÃO CONTARAM TUDO
JOESLEY E EXECUTIVOS DA J&F ESCONDERAM SEUS CRIMES NO BNDES, DIZ MPF
MPF DEVE COBRAR R$1 BILHÃO A MAIS DA JBS POR CRIMES NO BNDES
Publicado: Terça-feira, 15 de agosto de 2017 às 07:41 - Atualizado às 08:03
O procurador Ivan Marx, do Ministério Público Federal (MPF) em Brasília, afirmou que o empresário Joesley Batista e executivos do Grupo J&F esconderam, em suas delações premiadas, crimes praticados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Apesar da imunidade penal obtida pelos delatores no acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Marx disse que pretende apresentar denúncia pelos delitos e cobrar R$ 1 bilhão a mais da companhia por prejuízos ao erário.
Responsável pela Operação Bullish, que mira nos negócios do banco com o grupo, Marx afirmou que as fraudes em aportes bilionários feitos no conglomerado estão demonstradas na investigação. "Onde eu digo que eles estão mentindo é no BNDES. A Bullish apontou mais de R$ 1 bilhão de problemas em contratos. Os executivos vão lá, fazem uma delação, conseguem imunidade e agora não querem responder à investigação", disse à reportagem.
As delações dos executivos da J&F, que controla a JBS, serviram de base da denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. A Câmara vetou o prosseguimento da acusação. Janot, porém, deverá oferecer uma outra denúncia contra o peemedebista, com as delações como um dos elementos, por obstrução da Justiça e organização criminosa.
Entre 2005 e 2014, o BNDES aportou R$ 10,63 bilhões na J&F para viabilizar a aquisição de outras companhias, o que a transformou em líder mundial no segmento de proteína animal. A política foi amplamente adotada nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Em delação, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), executivos da J&F disseram ter pago propina ao ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega para não atrapalhar os trâmites das operações no BNDES. Mantega nega. Porém, alegaram que não houve interferência na análise técnica e na concessão dos aportes. Laudos da Bullish, deflagrada em maio, apontam, porém, fraudes em ao menos seis aportes.
Marx disse que as investigações mostram, no mínimo, a ocorrência de gestão temerária nas operações. Para ele, isso justifica processar tanto os gestores do banco quanto os executivos, na condição de coautores. "O BNDES não fez isso sozinho. Foi sempre por demanda deles (JBS)", afirmou, ressaltando que os crimes estão "muito bem detalhados" no inquérito. "A empresa errou quando se esqueceu que o problema dela é o BNDES." A operação avalia agora se houve outros delitos, além da gestão temerária. Não há prazo para eventual denúncia.
Procurada, a JBS não se manifestou. O BNDES informou que não comentaria o caso.
Delação
Marx disse que não é sua tarefa, mas da PGR, tomar medidas para suspender ou anular colaborações. "O que me cabe é dizer que tenho prova dos crimes e processá-los."
O procurador criticou ainda a conduta adotada com delatores, de chamá-los para complementar depoimentos quando se demonstra que ocultaram informações. "Se você provar, eu faço recall", disse.
Marx avalia também ajuizar ação de improbidade administrativa para cobrar da JBS prejuízos causados pelas operações do BNDES, por ora calculados em R$ 1 bilhão. Segundo ele, esse valor não foi compensado pelo acordo de leniência de R$ 10,3 bilhões firmado pelas Operações Greenfield, Sépsis, Cui Bono?, Carne Fraca e também Bullish. O acordo foi divulgado, em nota do MPF, no dia 31 de maio.
A negociação foi conduzida pelos procuradores da Greenfield, que apura desvios em fundos de pensão. Marx disse que não participou da proposta. "Nós (da Bullish) não aderimos a esse acordo", afirmou.
Marx tem feito outras críticas aos delatores da JBS. Como mostrou nesta segunda-feira, 14, a Coluna do Estadão, ele alega que a empresa tem sonegado documentos. (AE)

EM MEIO A CRISE
MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO VAI INVESTIGAR JATO EXECUTIVO DO GOVERNADOR PEZÃO
GOVERNO DO RIO LANÇOU LICITAÇÃO PARA PAGAR ATÉ R$ 2,518 MILHÕES PARA CONTRATAR UM JATINHO PARA PEZÃO
Publicado: segunda-feira, 14 de agosto de 2017 às 18:31 - Atualizado às 18:33
Redação
O Ministério Público do Rio informou nesta segunda-feira, 14, que a subprocuradoria-geral de Justiça de Assuntos Cíveis e Institucionais instaurou procedimento para apurar o lançamento de um edital para contratação de empresa de táxi aéreo em jato executivo para o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Afundado em uma crise sem precedentes, com servidores revoltados pelo atraso de seus salários, o Governo do Rio lançou licitação para pagar até R$ 2,518 milhões para contratar um jatinho para Pezão, com capacidade para seis passageiros e acomodações que incluem ar-condicionado e assentos configurados para reuniões em poltronas giratórias.
"O Ministério Público do Rio de Janeiro vai apurar se o governo está respeitando os princípios da economicidade e da razoabilidade", diz a nota da Promotoria.
O Edital do Pregão N.º 003/2017 especifica os itens que Pezão quer para "a prestação do serviço de táxi aéreo". O governador do Rio quer um avião a jato, com autonomia mínima em voo cruzeiro de 3h30, uso exclusivo executivo, provida de ar-condicionado, com "galley" com revestimento térmico para acondicionamento de comissaria e gavetas para acondicionamento de material descartável e assentos configurados para possíveis reuniões em poltronas giratórias.
Em nota, divulgada na semana passada, o governador afirmou que "é imprescindível garantir que os integrantes do Poder Executivo tenham flexibilidade de horários de voos e disponibilidade de aeronaves para deslocamentos de trabalho e emergências".
"Importante salientar que o contrato atende ao governador e representantes do Executivo que sempre o acompanham", afirma o governo do Rio.
Pezão informou que o valor de até R$ 2,5 milhões "estabelece um limite máximo de valor que, no entanto, estará vinculado ao uso do serviço". "Ou seja, se não houver necessidade da utilização do total de voos previsto no contrato, o desembolso do Estado será inferior ao valor estipulado", registrou o governador.
"É importante ressaltar que o táxi aéreo não será de uso particular do governador, mas só é solicitado à empresa vencedora da licitação em deslocamentos de trabalho, de interesse do Estado."(AE)

NO O ANTAGONISTA
Além da boa intenção
Brasil Terça-feira, 15.08.17 10:40
O convite feito por Raquel Dodge para que os nove procuradores da Lava Jato em Brasília não deixem suas funções foi bem recebido pelo grupo, registra Matheus Leitão.
Mas um deles disse:
"Vamos esperar que o gesto vá alem da boa intenção."
Vaias para a OAB
Brasil 15.08.17 10:36
Ao se posicionar contra a prisão após decisão de segunda instância, o presidente da OAB, Claudio Lamachia, foi vaiado no evento da Jovem Pan, em São Paulo.
"As instituições estão de costas para a Nação"
Brasil 15.08.17 10:15
Coautor do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, Miguel Reale Jr. subiu o tom, no evento da Jovem Pan, ao falar da complacência com a corrupção.
"As instituições estão de costas para a Nação!
Estamos sendo levados pelos interesses mais escusos a uma reforma política que só visa a permanência no poder de políticos que precisam do foro privilegiado.
Nós vamos ficar de boca aberta assistindo à banda suja passar?"
Foi aplaudido.
Miguel Reale Jr.: "Não existe corrupção boa e corrupção ruim"
Brasil 15.08.17 10:18
Miguel Reale Jr., no evento da Jovem Pan:
"Existe a ditadura dos fuzis e a ditadura da propina. A ditadura da propina corrói e é pior porque corrói por dentro a Política."
"Não existe corrupção boa e corrupção ruim. Corrupção é corrupção."
Moro prega a pressão da sociedade
Brasil 15.08.17 09:55
"É necessária vontade política para a superação desse quadro de corrupção sistêmica. Mas isso não depende apenas dos agentes públicos. Depende também da sociedade civil organizada."
Foi o que disse Sérgio Moro, no evento da Jovem Pan.
Moro ovacionado
Brasil 15.08.17 10:01
Ao fim da palestra de Sérgio Moro no evento da Jovem Pan, a plateia aplaudiu de pé.
Assombrações nossas de cada dia
Brasil 15.08.17 10:29
A operação da PF de hoje que tem como alvo o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), também chegou à Assembleia Legislativa do Estado.
O esquema investigado por lá inclui desvio de recursos públicos por meio de "funcionários fantasmas".
O amigo de Bethlem
Brasil 15.08.17 08:20
A PF suspeita que o esquema de propinas no transporte coletivo do Rio de Janeiro possa ter sido mantido durante a gestão de Marcelo Crivella.
Lauro Jardim reproduziu as mensagens trocadas entre Rodrigo Bethlem - o homem de Eduardo Paes que bandeou para a campanha de Marcelo Crivella - e Lélis Teixeira, da Fetranspor.
A bala de 100 milhões de reais
Brasil 15.08.17 08:11
Nos anexos de Lúcio Funaro, não há “bala de prata” capaz de derrubar Michel Temer, diz o Valor.
Nada pode derrubar Michel Temer, porque ele está protegido por seus comparsas.
O que Lúcio Funaro contou, porém, já deveria ter levado meia dúzia de criminosos para a cadeia.
A bomba já explodiu
Brasil 15.08.17 07:54
A propósito de bombas (leia aqui), uma fonte que negocia o acordo da OAS com a PGR disse ao Valor:
"Assim como o Marcelo Odebrecht, o Léo Pinheiro costumava anotar tudo no celular. Acho difícil que ele tenha algo bombástico a revelar".
Na verdade, Léo Pinheiro já detonou sua bomba de hidrogênio confessando ao juiz Sergio Moro o pagamento de propinas a Lula.
O pai, a mulher e a outra mulher
Brasil 15.08.17 07:28
O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, alvo da PF, é pai de Fábio Faria, que tenta melar o acordo da JBS com a PGR apresentando em sua defesa uma conversa entre sua mulher, Patricia Abravanel, e a mulher de Joesley Batista, Ticiana Villas Boas.
PF contra o governador do RN
Brasil 15.08.17 07:14
A PF também está martelando o esquema do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria.
O STJ expediu 11 mandados, sendo 2 de prisão.
O governador é acusado de obstrução de Justiça.
A PF MARTELA
Brasil 15.08.17 06:41
A PF faz uma grande operação contra lavagem de dinheiro.
Foi batizada de Hammer-on
Segundo a PF, as empresas controladas pela organização criminosa investigada movimentaram mais de 5,7 bilhões de reais no período de 2012 a 2016.
Do total de mandados, dois mandados são de prisão preventiva, 17 de prisão temporária, 53 mandados de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento e 82 mandados de busca e apreensão.
Os aliados de Palocci
Brasil 15.08.17 06:27
Valor ou Folha de S. Paulo?
O Valor garante que o acordo com Antonio Palocci está praticamente descartado, porque ele é uma bomba da II Guerra Mundial, e a Folha de S. Paulo garante o contrário:
“Aliados do ex-ministro Antonio Palocci têm esperanças de que ele seja o próximo a fechar acordo de delação premiada com a Lava Jato, ainda na gestão de Rodrigo Janot à frente da PGR”.
Os aliados ganharam a II Guerra Mundial.
Juiz recebe salário de meio milhão
Brasil Segunda-feira, 14.08.17 20:23
Andreza Matais:
"O juiz Mirko Vincenzo Giannotte, da 6ª Vara de Sinop (MT), recebeu no mês de julho R$ 415.693,02 líquido de salário, segundo dados do portal da transparência do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. O valor bruto pago foi de R$ 503.928,79."
Uma parte é de indenização.
Duda Mendonça vai para ou trono ou não vai?
Brasil 14.08.17 18:39
De acordo com a Época, os advogados de Duda Mendonça disseram a Edson Fachin que "está tudo certo com os termos negociados com a Polícia Federal" para o acordo de delação premiada do seu cliente ir adiante.
A PGR não quer que Fachin autorize a delação de Duda, visto que foi fechada exclusivamente pela PF e não traria fatos novos.
A delação do marqueteiro deve atingir Paulo Skaf e Baleia Rossi.

NA COLUNA DO AUGUSTO NUNES
Que tal trancar numa maloca o atirador de flechas?
A Lava Jato é coisa séria. Não tem vagas para um Rodrigo Janot
Por Augusto Nunes
Segunda-feira, 14 ago 2017, 18h48
Para que a maior ofensiva anticorrupção da História do Brasil possa avançar sem sobressaltos provocados por um marmanjo resolvido a brincar de índio, tomara que tenha chegado ao fim o estoque de bambu armazenado por Rodrigo Janot. Seja quem for o alvo, todas as setas disparadas na filial de Brasília pelo ainda procurador-geral da República só serviram para atrapalhar os trabalhos na sede da Lava Jato em Curitiba, que abriga profissionais sem tempo a perder com arcos e flechas.
Neste fim de semana, por exemplo, um punhado de contradições entre o que anda dizendo a mulher de Joesley Batista, Ticiana Villas Boas, e o que disseram o dono da J&F e seu parceiro de delação Ricardo Saud confirmaram que o acordo que pariu a meia delação premiadíssima foi mais uma flechada bêbada da versão brasileira do Inspetor Clouseau, o detetive trapalhão de A Pantera Cor-de-Rosa. Está claro que o Inspetor Janot foi tapeado (ou deixou tapear-se, o que dá na mesma) pelo empresário presenteado com um habeas corpus vitalício.
O Brasil decente exige que 1) o acordo seja anulado, 2) que os depoimentos recomecem do zero e 3) que o amigão de Lula pare imediatamente de fingir que mal conhece o ex-presidente que o ajudou a arrombar os cofres do BNDES. A prudência também recomenda que o atirador de flechas seja trancado numa maloca até que o surto passe ou seu mandato termine. A Lava Jato é coisa séria. Não tem vagas para um Rodrigo Janot.

NO BLOG DO MERVAL PEREIRA
Fundo Inconstitucional
POR MERVAL PEREIRA
Terça-feira, 15/08/2017 06:36
O assim chamado Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FFD), que tem a finalidade definida em lei de “prover recursos financeiros para o custeio das atividades eleitorais e da realização dos plebiscitos e referendos” já nasceu inconstitucional (veja artigo do professor Modesto Carvalhosa na página de opinião) e poderá ser contestado no Supremo Tribunal Federal.
Quanto mais não seja porque não há previsão da fonte de recursos e foge às limitações do teto de gastos aprovado pelo governo. Tal Fundo, que já chamam de Democrático para amenizar a péssima impressão que deixa na sociedade, será formado por 0,5% da Receita Corrente Líquida no período de junho 2016 a junho de 2017, o que corresponde hoje a cerca de R$ 3,6 bilhões.
Elevem se juntar ao fundo partidário, hoje em torno de R$ 800 milhões ao ano, que os partidos recebem em nada módicas parcelas mensais supostamente para garantir seu funcionamento. Nas primeiras propostas, o Fundo Democrático incorporaria o Fundo Partidário, mas essa solução ficou de fora do projeto final.
É um dinheiro absurdo para fazer campanha política no Brasil. Além disso, as propostas de divisão do bolo também não são aceitáveis. O que está prevalecendo é que será dividido de acordo com a votação de cada partido, o que é muito ruim, pois um fundo para a defesa da democracia financiado por dinheiro público deveria ser dividido igualmente.
Pela proposta aprovada na Comissão Especial e que vai ser votada no plenário da Câmara, os recursos serão distribuídos entre os partidos políticos, obedecidos os seguintes critérios: I – 2% (dois por cento), divididos igualitariamente entre todos os partidos com estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral; II – 49% (quarenta e nove por cento), divididos entre os partidos na proporção do percentual de votos por eles obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados; III - 34% (trinta e quatro por cento), divididos entre os partidos, na proporção das respectivas bancadas existentes na Câmara dos Deputados em 10 de agosto de 2017, consideradas as legendas dos titulares; IV – 15% (quinze por cento), divididos entre os partidos, na proporção das respectivas bancadas existentes no Senado Federal em 10 de agosto de 2017, consideradas as legendas dos titulares.
Dar mais dinheiro para os partidos mais fortes não ajuda a renovação, os partidos menores não terão as mesmas condições de disputar. Com dinheiro público, especificamente para a campanha eleitoral, a distribuição deveria ser igualitária. É inevitável que a discussão sobre o financiamento privado de campanha eleitoral por pessoas jurídicas volte à discussão, pois é inviável o financiamento público exclusivo na dimensão em que está definido pela proposta de reforma política atual.
O que é preciso é definir limitações e controles rígidos, para que o poder do dinheiro não distorça os resultados das eleições, como está sendo constatado nas investigações da Operação Lava Jato. Todos os principais marqueteiros envolvidos nas campanhas, sejam nacionais ou estaduais, estão confessando recebimento de dinheiro por fora, muitas vezes no exterior.
A busca de um sistema eleitoral que barateie as campanhas também continuará, pois já temos experiências da distorção que o dinheiro sem controle pode acarretar. O voto proporcional em lista aberta como temos hoje só pode continuar se forem proibidas as coligações nas eleições proporcionais e instituídas cláusulas de desempenho que limitem o número de partidos em atuação no Congresso.
As propostas que estão em discussão, no entanto, são apenas simulacros, pois, para serem aprovadas, estão sendo adaptadas à situação partidária atual, para que a maioria dos partidos continue podendo ter representação no Congresso.
A criação da federação de partidos é uma substituição das coligações proporcionais, com a diferença de que os partidos continuarão atuando juntos na Câmara até o fim do mandato. Mas os efeitos perversos da utilização dos votos de um partido para eleger candidato de outro continuarão.


SEGUNDA EDIÇÃO DE 15-8-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
TERÇA-FEIRA, 15 DE AGOSTO DE 2017
O avião pilotado pelo ex-senador Roger Pinto Molina pode ter sido alvo de sabotagem, segundo suspeitam seus aliados na Bolívia. A aeronave caiu logo após a decolagem. Fernando Tibúrcio, advogado do ex-senador, afirmou ontem que as autoridades brasileiras deveriam estar atentas à hipótese de sabotagem. São conhecidos os métodos do “serviço secreto” de Evo Morales, e dos aliados de Cuba e Venezuela.
São conhecidos os métodos do “serviços secreto” de Evo Morales, presidente da Bolívia, criado para espionar adversários e até aliados.
Para desacreditar a oposição, a polícia política da Bolívia matou em um hotel três pessoas que estariam “planejando matar” Evo Morales.
Molina é símbolo da resistência a Evo Morales, que o persegue desde quando o então senador denunciou corrupção no governo boliviano.
Roger Molina foi socorrido após o acidente e levado, com diversos traumatismos, entre a vida e a morte, para um hospital de Brasília.
O Distrito Federal poderá adotar parcelamento de salários. O modelo ainda será discutido, mas o governo avalia que o parcelamento deve ser adotado antes mesmo do pagamento do 13º. Frustração de receita e endividamento brutal tornam ainda mais dramática a situação das finanças do governo do DF, que gasta com apenas 7% da população (servidores ativos e inativos) mais de 77% de todas as suas receitas.
O custo dos servidores do DF supera os 80% da orçamento, mas se considerar os 25 mil terceirizados, chega a 92% do total.
Com folha de salários de mais de R$1,7 bilhão, o governo do DF tem dificuldade de manter em dia o pagamento porque a receita não chega.
O governo do Rio Grande do Sul foi o primeiro a implantar um sistema de parcelamento de salários, que está em vigor há vinte meses.
O governo Michel Temer decidiu não gastar munição com a reforma política, para não se desgastar ainda mais. O Congresso decidirá como quiser sobre “fundão”, “distritão” e outras presepadas em gestação.
Levantamento do instituto Paraná Pesquisa mostrou duas dificuldades para o parlamentarismo no Brasil: 59,6% dos brasileiros sequer sabem o que é e, entre os que sabem, apenas 39,4% aprovariam o sistema.
A Polícia Federal dá exemplo de burocracia de primeiro mundo: quem tem passaporte e informou seu e-mail quando o solicitou, agora recebe aviso da data do seu vencimento com meses de antecedência.
O presidente do Flamengo, que deveria dar exemplo, mostrou como o cartola brasileiro está a anos-luz da civilidade. Na Europa, presidentes assistem aos jogos lado a lado, mas Eduardo Bandeira se esquivou de fazer o mesmo com o do Botafogo. “Não sou torcedor muito educado”.
Randolfe Rodrigues (Rede-AP) gastou em quatro meses R$531,7 mil de “cota parlamentar”. A ONG Operação Política Supervisionada apontou gastos de R$ 897,3 mil do senador, este ano, até 31 de julho.
Jornalista muito admirado em Brasília, onde formou gerações de jornalistas na UnB, Hélio Doyle lança nesta terça (15) seu livro “Assim é a velha política”, no restaurante Carpe Diem (104 Sul), a partir das 19h.
Aluno foi excluído de uma academia de dança de Brasília em razão da inhaca, do futum, do mau cheiro que exalava. Em vez de pedir desculpas e tomar um banho, ele foi à Justiça e pediu “indenização por dano moral”, sabiamente rejeitada pelo 2º Juizado Especial Cível.
A assessoria de Vander Loubet (PT-MS) diz que ele gastou R$27 mil e não R$309 mil em passagens, até julho. É que R$309 mil (que já subiram para R$321 mil) são do “cotão”, que inclui passagens e até assessoria.
Os deputados que discutem reforma política vão aprovar alguma mudança que não facilite os próprios projetos políticos?

NO O GLOBO
Lava-Jato: PF cumpre mandados contra Rodrigo Bethlem, o 'xerife do Rio'
Ex-secretário de Paes teria oferecido manutenção de esquema de propina a empresários de ônibus na gestão Crivella
POR CHICO OTÁVIO E DANIEL BIASETTO
Terça-feira, 15/08/2017 6:20 / atualizado 15/08/2017 7:20
O ex-secretário municipal Rodrigo Bethlem - Cléber Júnior / Agência O Globo
RIO - Em nova etapa da operação "Ponto Final", agentes da Polícia Federal cumprem na manhã desta terça-feira mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário municipal de Governo, Rodrigo Bethlem, em dois endereços na Barra da Tijuca, em sua residência e no escritório. A ação da força-tarefa tem como objetivo saber se houve acerto de vantagens ilícitas entre Bethlem e os empresários do setor de ônibus, Lélis Teixeira e Jacob Barata Filho, presos em julho. Ele já foi intimado a depor ainda hoje.
Interceptação autorizada pelo juiz Marcelo Bretas identificou troca de emails, entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, na qual levanta suspeitas de que o ex-secretário de Eduardo Paes tenha oferecido aos empresários a manutenção do suposto pagamento de propina em troca de vantagens na atual gestão do prefeito Marcelo Crivella.
Este é o segundo secretário de Paes que vira alvo da Lava-Jato no Rio, em duas semanas. O primeiro foi Alexandre Pinto (Secretaria de Obras), no dia 4 de agosto, preso na Operação Rio, 40 graus, suspeito de participar de um esquema de pagamento de propinas nas obras do BRT Transcarioca e na recuperação ambiental da Bacia de Jacarepaguá.
Agentes da Polícia Federal cumprem mandados de busca e apreensão na casa de Rodrigo Bethlem, em condomínio na Barra da Tijuca - Pedro Teixeira/O GLOBO
Acusado de desvios de recursos públicos no período em que foi titular da Assistência Social, entre novembro de 2010 e junho de 2012, Bethlem foi colaborador da campanha de Crivella na eleição de 2016. Questionado na época qual era a sua contribuição na disputa municipal, ele disse que participava com "ideias".
Bethlem esteve no primeiro pronunciamento de Crivella, com quem comemorou a vitória em segundo turno sobre Marcelo Freixo. Na ocasião, ele declarou que, apesar de não assumir um cargo, auxiliaria Crivella no que fosse necessário.
- Eu conheço muito a máquina. Tudo que ele precisar de mim de informação, de dicas, neste momento de transição, sobre o que pode ser enxugado, eu vou ajudá-lo. Mas não quero função executiva - disse à época.
Já Crivella, questionado por se aliar ao ex-secretário acusado de corrupção, saiu em defesa de Bethlem. "O Bethlem não tem nenhuma condenação transitada em julgado. Ele não me pediu absolutamente nada. Como tem experiência na prefeitura, quer ajudar. E nós precisamos da ajuda de todos", rebateu durante a campanha.
Na gestão de Paes, Bethlem foi considerado seu homem de confiança e ocupou as pastas de Ordem Pública, na qual ganhou fama como “xerife do Rio”, e de Assistência Social até chegar à Secretaria de Governo.
A relação entre o prefeito e Bethlem estremeceu em julho de 2014, quando foram divulgados áudios pelas revistas "Época" e "Veja",em que o ex-secretário revelava que recebia propina de R$ 85 mil de ONGs que prestavam serviços à prefeitura.
'ÚTIL AO REI DO ÔNIBUS'
As gravações foram feitas pela ex-mulher de Bethlem, Vanessa Felippe, filha do ex-presidente da Câmara do Rio, Jorge Felippe (PMDB). Nas conversas entre o casal, registradas em novembro de 2011, ele dizia à ex-mulher que sua a principal fonte de renda vinha de um contrato da Assistência Social, por meio de um convênio para cadastrar famílias de baixa renda. Num dos trechos, ele ainda revelava que tinha conta na Suíça: “Você está careca de saber que fui à Suíça para abrir uma conta lá... Não seja hipócrita”, disse o ex-secretário.
Em um dos trechos da conversa gravada entre Bethlem e a empresária Vanessa Felippe, revelado pela revista "Época", aponta indícios de caixa dois na campanha de Bethlem pago por Jacob Barata, conhecido como “o rei do ônibus” do Rio. No diálogo, Bethlem admite que foi “muito útil” aos interesses de Jacob Barata quando esteve na Câmara Municipal. Bethlem foi vereador entre 2001 e 2004. "Eu fui muito útil pra esse cara na Câmara. Não foi pouco não, (foi) muito. Eu derrubei sessão, eu tirei projeto", disse Bethlem.
Após ser flagrado, Bethlem disse que foi à Suíça a passeio e negou ser o dono das contas, embora o Ministério Público tenha descoberto cinco delas movimentadas pelo ex-deputado, na condição de titular ou por intermédio de offshores em paraísos fiscais nas Ilhas Virgens Britânicas e no Panamá.
Em junho, Bethlem virou réu em duas ações do Ministério Público estadual para ressarcir a Prefeitura em R$ 88 milhões por desvios de recursos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social durante o governo do ex-prefeito Eduardo Paes. Entre os acusados dos desvios estão o ex-secretário Rodrigo Bethlem, dois proprietários da empresa Comercial Milano e os diretores de duas ONGs que mantinham contratos com a pasta que seriam superfaturados. O MP pede também que os acusados nas ações sejam condenados por improbidade administrativa.
A Milano é acusada de superfaturar lanches fornecidos para duas ONGs conveniadas com a Prefeitura do Rio. A empresa teria sido contratada com dispensa de licitação e, de acordo com a denúncia, o superfaturamento das refeições chegaria a 200%.
De acordo com a ação civil pública, a Milano entregava parte dos valores superfaturados para Bethlem, no valor de R$ 15 mil.
'CHOQUE DE ORDEM'
Bethlem começou na vida pública aos 22 anos, como subprefeito da Lagoa. Foi subsecretário estadual do Governo Sérgio Cabral e responsável pelas Operações “Bacana” (Copa, Ipa e Barra), pontapé inicial para a criação da Secretaria Especial da Ordem Pública do Município do Rio. Deputado federal licenciado, exerceu, de janeiro de 2009 a março de 2010, o cargo de Secretário Especial da Ordem Pública. Foi responsável pela implantação do Choque de Ordem, ações que combatiam a desordem urbana e faziam valer as posturas e leis municipais.
Licenciado do mandato de deputado federal, na Legislatura 2011-2015, assumiu o cargo de Secretário Municipal de Assistência Social a partir de 1º de março de 2011.
Assumiu a Secretaria Especial de Ordem Pública do Rio de Janeiro em janeiro de 2009, ficando no cargo por 15 meses, de onde comandou a Operação Choque de Ordem e ganhou fama de “xerife” da cidade.
Esteve à frente da Secretaria Municipal de Assistência Social, de novembro de 2010 a maio de 2012. De 2013 a 2014, esteve à frente da Secretaria Municipal de Governo.

Operação da PF mira Robinson Faria, governador do Rio Grande do Norte
Agentes cumprem 11 mandados expedidos pelo STJ
POR O GLOBO
Terça-feira, 15/08/2017 7:19 / atualizado 15/08/2017 7:35
RIO — Uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira tem como alvo o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD). Os agentes apuram crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça e cumprem 11 ordens judiciais — dois mandados de prisão e nove de busca e apreensão. As informações são do G1.
A operação foi batizada de "Anteros", e os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A PF não informou os alvos de cada mandado. Agentes estiveram no prédio em que o governador mora, no bairro de Areia Preta, no começo da manhã.
O ministro Raul Araújo Filho, da Corte Especial do Tribunal, determinou a abertura de uma investigação preliminar de crimes cometidos pelo governador com ajuda de servidores estaduais.
As manobras ilegais visariam a impedir a investigação de atos do executivo estadual referentes ao desvio de recursos públicos. A verba seria desviada por meio da inclusão de funcionários fantasmas na folha de pagamento da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte desde 2006.


NO BLOG DO JOSIAS
Em 2018, limite de despesa para cada presidenciável será de R$ 150 milhões
Por Josias de Souza
Terça-feira, 15/08/2017 03:01
O Congresso votará limites de gastos para os candidatos às eleições de 2018, a serem financiadas com verbas públicas. Projeto de lei que complementa a reforma política prevê que cada candidato à Presidência da República poderá gastar no máximo R$ 150 milhões em sua campanha. Se houver segundo turno, os contendores terão direito a despender um valor adicional de até R$ 75 milhões, elevando o teto de cada campanha finalista para R$ 225 milhões.
A cifra é inferior aos valores declarados ao Tribunal Superior Eleitoral por Dilma Rousseff na sucessão de 2014. Mas é praticamente igual ao montante formalmente declarado por Aécio Neves, o tucano que perdeu a disputa no segundo turno para a ex-presidente petista. Noves fora o caixa dois, o comitê de campanha de Dilma contabilizou gastos de R$ 350,5 milhões. O de Aécio Neves, R$ 223,4 milhões. Os gastos foram bancados por empresas privadas.
A proposta a ser votada pelos congressistas prevê que, nas campanhas para governador, o limite de gastos em 2018 levará em conta o número de eleitores de cada colégio eleitoral.
Nos Estados com até 1 milhão de eleitores, cada candidato poderá gastar no máximo R$ 4 milhões. Onde houver até 2 milhões de eleitores, R$ 7 milhões. Para até 4 milhões de eleitores, R$ 8 milhões. Nos Estados com 10 milhões de votantes, o limite será de R$ 13 milhões. Até 20 milhões de eleitores, R$ 20 milhões. Nas Unidades da Federação com mais de 20 milhões de eleitores, R$ 30 milhões. Onde houver segundo turno, cada candidato a governador poderá gastar no máximo 50% do limite fixado para o primeiro turno.
A disputa pelo Senado seguirá modelo análogo. Nos Estados com até 1 milhão de eleitores, o limite de gasto para cada candidato será de R$ 2,5 milhões. Até 2 milhões de votantes, R$ 3 milhões de teto. Até 4 milhões de eleitores, R$ 3,5 milhões. Nos Estados que tiverem entre 4 milhões e 10 milhões de eleitores, R$ 4,5 milhões. Entre 10 milhões e 20 milhões de eleitores, R$ 6 milhões. Acima de 20 milhões de eleitores, R$ 8 milhões de limite de gasto por candidato ao Senado.
A proposta fixa em R$ 2,5 milhões o limite de despesas para uma campanha a deputado federal. Para deputados estaduais e distrital, R$ 1,5 milhão.
Além dos R$ 3,6 bilhões em verbas públicas que o Congresso planeja despejar no fundo de financiamento eleitoral, os candidatos poderão dispor de doações de pessoas, jamais de empresas. A proposta prevê que cada doador poderá destinar a campanhas eleitorais no máximo 10% dos seus rendimentos brutos no ano anterior. Com um detalhe: as doações não poderão ultrapassar a cifra de R$ 10 mil para cada cargo que estiver em disputa no pleito de 2018.
A proposta autoriza os candidatos a deputado federal, estadual ou distrital a utilizar recursos próprios em suas campanhas, desde que o montante não ultrapasse a 7% do limite de gastos fixado para respectivo cargo. Candidatos a cargos majoritários (presidente, governador e senador) poderá retirar dos próprios bolsos no máximo R$ 10 mil.

Ministro trava há 75 dias julgamento sobre foro
Por Josias de Souza
Terça-feira, 15/08/2017 00:48
No Brasil das delações, foro privilegiado virou um outro nome para impunidade. Enquanto juízes como Sergio Moro e Marcelo Bretas produzem condenados em série, o Supremo Tribunal Federal vai se transformando num Éden para parlamentares e autoridades processadas por corrupção. Isso poderia mudar. Mas o ministro Alexandre de Moraes, da Suprema Corte, não deixa. Ele está sentado há 75 dias em cima do processo que pode reduzir o alcance do foro privilegiado.
O processo que Alexandre de Moraes retarda foi relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso. No seu voto, Barroso sustentou que o Supremo só deve julgar autoridades por crimes cometidos durante e em razão do exercício do cargo público. Prevalecendo esse entendimento, o grosso dos processos criminais que tramitam na última instância desceriam para a primeira instância do Judiciário.
Alexandre de Moraes pediu vista do processo numa sessão em que quatro dos 11 ministros do Supremo votaram a favor da limitação do foro especial. Mais dois votos e os encrencados graúdos serão enviados para a usina de sentenças da primeira instância. Enquanto o processo estiver na gaveta, os investigados não perdem por esperar. Ganham. Entre os beneficiados estão oito ministros de Michel Temer, ex-colegas de Alexandre de Moraes, que serviu ao governo Temer como ministro da Justiça.

Temer repassou ‘cheque sem fundos’ a aliados
Josias de Souza
Segunda-feira, 14/08/2017 18:50
Um dos aliados de Michel Temer no Congresso, expoente do aglomerado partidário batizado de Centrão, esclarece: “Não somos precisamente contra os cortes de gastos públicos. Somos apenas contra ser cortados. Não dá para mexer, por exemplo, na programação do pagamento das emendas parlamentares. A não ser que o governo quisesse antecipar as liberações.”
O comentário ouvido pelo blog ajuda a entender o paradoxo em que se meteu a gestão de Temer: para salvar o mandato do presidente, o Planalto colocou sua infantaria na porta do cofre. Prometeu mundos e, sobretudo, fundos. Súbito, o governo informa à banda fisiológica do Legislativo que o cofre continua oco. E seus aliados respondem que agora a coisa vai ou racha. E acham que dá para ir. Mesmo rachada.
Diante do reconhecimento de que não conseguirá entregar em 2017 a meta fiscal deficitária de R$ 139 bilhões, o governo tenta conter o estouro no patamar de R$ 159 bilhões. Para conseguir, precisa fazer novos cortes e elevar suas receitas. Os aliados não se animam a ajudar. Ninguém abre mão do butim de emendas. E a maioria resiste à ideia de corrigir a proposta do Refis, convertida em mamata para sonegador. Descarta-se, de resto, a hipótese de aprovar 100% da reforma da Previdência.
Na conversa com o blog, o aliado de Temer no Centrão soou explícito: “Na hora de pedir o nosso voto contra a denúncia do procurador-geral, ninguém no governo falava em meta fiscal. Agora, não dá para dizer simplesmente que o cheque pré-datado não tinha fundos.”