domingo, 22 de outubro de 2017

PRIMEIRA EDIÇÃO DE 22-10-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
Domingo, 22 de Outubro de 2017
Multas impostas aos políticos voltam para eles
Até agosto, a Justiça Eleitoral distribuiu entre os partidos políticos R$ 55,8 milhões arrecadados apenas com multas e outras penalidades eleitorais. O valor não inclui a distribuição regular do Fundo Partidário, que chega a R$900 milhões. Funciona assim: multas são depositadas em uma conta da Justiça e o total depois é dividido proporcionalmente entre os partidos. Até agora, no ano, foram rateados R$641,3 milhões.
Esquema dá voltas
Punido por propaganda eleitoral irregular, por exemplo, partido punido recebe de volta parte do que pagou a título de... multa.
Diferentes fontes
A Lei dos Partidos (9.096/95) define que o Fundo Partidário, hoje de R$830 milhões, é nutrido pelo Tesouro, por doações e... as multas.
Prestação de contas
Os partidos políticos só prestam contas das verbas que recebem uma vez por ano, em 30 de abril. Fiscalização extra só durante as eleições.
Maioria dos deputados tucanos quer Aécio fora
O comando do PSDB cita levantamento em que a maioria dos seus deputados quer o afastamento imediato do senador Aécio Neves (MG) da sua presidência nacional. Eles alegam que “é preciso virar a página”. O movimento contra Aécio parece inspirado pelo Palácio dos Bandeirantes, que ainda teme a influência do senador para fazer do prefeito João Dória candidato do PSDB a presidente, em 2018.
Faltam 40 dias
As denúncias de corrupção afastaram Aécio da presidência do PSDB, e seu substituto será eleito em 40 dias, na convenção do partido.
Ficou valente
Alckmin criou coragem de assumir a candidatura a presidente depois de Aécio Neves cair em desgraça, ao ser denunciado por corrupção.
Agora é guerra
Sentindo-se ameaçado por Dória, que tem desempenho melhor nas pesquisas, Alckmin assumiu postura mais agressiva contra o prefeito.
Programas de redução
O ex-senador Gim Argello conta os dias para se habilitar ao regime semiaberto, caso sua pena seja mesmo reduzida para 11 anos e 8 meses. Ele foi condenado por corrupção passiva e lavagem.
Velocidade da luz
Relator da lei de leniência aprovada à velocidade da luz na Câmara, o deputado Alexandre Baldy (Pode-GO) defende a urgência em tornar as punições e sanções mais duras. E pede pressa ao Senado.
Ritmo regular
O presidente do Senado, Eunício Oliveira, promete tramitação regular do projeto sobre acordos de leniência, mas diz que terá tramitação regular, passando antes pelas comissões antes de chegar ao plenário.
Lá é diferente
No Tribunal do Trabalho de Colônia, Alemanha, o Brasil levou a pior em processo contra um “ato de gestão” da embaixada em Berlim, que nem pôde alegar imunidade diplomática, prevista na Convenção de Viena.
Saco sem fundos
A Justiça do Trabalho pode até ser extinta, como quer o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Mas gasta como se fosse para sempre: acaba de acrescentar R$52 milhões aos gastos de R$22 bilhões em 2017.
Recibo do voto
Abaixo-assinado para implantar um “recibo” impresso do voto em urnas eletrônicas ganhou mais de 21,7 mil assinaturas em menos de uma semana. O objetivo são 25 mil nomes no site Change.org.
Senado no ‘cotão’
O Senado gastou com o “cotão” parlamentar R$17,9 milhões até o fim de setembro de 2017. A fortuna serviu para ressarcir gastos com passagens, correio, aluguel de carros e mordomias em geral.
Aplicativos de transporte
Nesta terça-feira (24), a Câmara vai analisar o projeto que regulamenta o serviço de transporte individuais, como os aplicativos Uber e Cabify. É competência exclusiva da União tratar desse assunto.
Pergunta na Lava Jato
Será Lula o presidente do novo Conselho Contra Corrupção, criado pela... Odebrecht?

NO BLOG DO JOSIAS
Centrão quer salvar Temer com votação miúda

Por Josias de Souza
Domingo, 22/10/2017 04:33
Marcada para quarta-feira próxima, a votação da segunda denúncia da Procuradoria contra Michel Temer tornou-se um jogo jogado. O presidente está salvo. Mas um grupo de mágicos do centrão, com ascendência sobre partidos como PR, PP e PSD, discute a sério a hipótese de fazer sumir parte dos 263 votos que livraram Temer da primeira denúncia. A ideia é impor ao presidente uma vitória mixuruca, obrigando-o a remodelar o governo. A prioridade do grupo é lançar ministros do PSDB ao mar, para ocupar-lhes as poltronas.
Numa conta inicial, planejou-se o sumiço de algo como 40 votos. Lipoaspirado, o apoio a Temer seria reduzido à casa dos 220 votos. O suficiente para deixá-lo acima do mínimo necessário à rejeição da denúncia (172 votos), mas abaixo da maioria absoluta (257 votos), quórum exigido para a aprovação de projeto de lei complementar. E muito abaixo dos três quintos (308 votos), indispensáveis para a aprovação de emendas à Constituição.
Nas pegadas do sepultamento da primeira denúncia — por corrupção passiva —, Temer convocou a imprensa. Estufando o peito como uma segunda barriga, jactou-se de ter obtido a maioria absoluta dos votos dos 513 deputados. Declarou que o placar assegurava ao governo as condições políticas para fazer ''as demais reformas estruturantes que o país necessita.''
Se o plano de seus aliados der certo, Temer sairá tão moído da votação da segunda denúncia — por formação de organização criminosa e obstrução à Justiça —, que não terá como fingir que ainda faz e acontece. Nessa hora, o centrão exigirá do inquilino do Planalto algo que seus líderes chamam de “repactuação do governo” — leia-se submissão radical aos apetites fisiológicos do grupo.
De todas as ilusões normalmente associadas à Presidência da República, a mais comum é a de que o presidente preside os rumos do País. No caso de Temer, a ilusão foi levada às fronteiras do paroxismo. Incapaz de projetar as aparências do poder, sua voz de comando não ecoa muito além dos limites do Palácio do Planalto. Fora da sede do governo, suas ordens se diluem num mar de interesses partidários. A máquina estatal foi, por assim dizer, inundada por práticas antirrepublicanas, numa escala jamais vista.
Ao farejar a fritura do centrão, Temer tenta saltar da frigideira antes de quarta-feira. Vem daí as declarações de amor do presidente à bancada ruralista. Vem daí também o desmonte do programa de privatização do governo. Temer já retirou do pacote o aeroporto de Congonhas. Fez isso para adoçar os humores de Valdemar Costa Neto, o condenado do Mensalão que manda no PR. O partido controla a Infraero. Manda e, sobretudo, desmanda nos negócios aeroportuários. E Temer não pode dar-se ao luxo de trocar Valdemar pela inciativa privada.

Alguém precisa defender Marisa do seu marido
Por Josias de Souza
Sábado, 21/10/2017 10:01
Repentinamente, verifica-se que Lula e seus advogados perderam o respeito pela memória de Marisa Letícia. De mulher exemplar, a ex-primeira dama foi transformada numa doidivanas que pagou em dinheiro vivo, durante quase cinco anos, os aluguéis do apartamento malcheiroso de São Bernardo, vizinho à cobertura da família Silva. Nessa versão, a mulher de Lula foi acomodada pela defesa do homem com quem viveu por 43 anos, ao lado de personagens como Aécio Neves, outro inconsequente que tem uma predileção pelas formas mais primitivas e inseguras de transferência de valores: os envelopes, as malas, as mochilas.
No total, Marisa teria manuseado entre 2011 e 2015 algo como R$ 189 mil. Com esse dinheiro, teria quitado os aluguéis do apartamento que a Lava Jato sustenta que a Odebrecht comprou para Lula com dinheiro sujo desviado da Petrobras. No caso de Aécio, a Polícia Federal filmou as malas e mochilas utilizadas para transportar parte dos R$ 2 milhões que o senador tucano alega ter tomado emprestado do benfeitor Joesley Batista. Quanto a Marisa, ainda não foi explicado como ela fazia chegar os envelopes, mês a mês, às mãos do locador.
Chama-se Glauco Costamarques o hipotético locador. Segundo a força-tarefa de Curitiba, trata-se de um laranja que o amigo José Carlos Bumlai providenciou para funcionar como proprietário de fachada do imóvel que a Odebrecht deu de presente a Lula. Reside em Campo Grande. Não há notícia de que Marisa tivesse o hábito de visitar amiúde a capital do Mato Grosso do Sul. Aécio confiou ao primo Frederico Pacheco a missão de buscar a grana provida pelo dono da JBS. Os advogados de Lula ficaram devendo o nome do portador dos aluguéis que Marisa mandou pagar.
Em depoimento a Sergio Moro, Lula disse que nunca teve tempo para cuidar do ordenamento das despesas da família. Delegou a tarefa a Marisa. Foi ela quem assinou o contrato de locação. Era ela a responsável pelos pagamentos. O juiz da Lava Jato cobrou os recibos. E a defesa anexou aos autos um papelório malcheiroso. Agora, mais essa: dinheiro vivo! Lula costuma dizer que seus investigadores mentem. E inventam novas mentiras para justificar as anteriores. O pajé do PT enxerga mentirosos em toda parte, menos no espelho.
Viva, Marisa talvez não se importasse de emprestar seu nome para ser usado na fábula que a defesa de Lula compõe para justificar os confortos do ex-mito. Mas não estava previsto no contrato de locação — na certidão de casamento — que a veneranda senhora, depois de recolhida à sepultura, deveria servir de álibi post-mortem para um marido indefeso.
Alguém precisa defender Marisa Letícia do marido dela. É pena que os filhos não se animem a convocar uma entrevista coletiva. Não seria preciso muita coisa para salvar a imagem da mãe. Bastaria uma declaração singela. Algo assim:
“Mamãe era honesta. E nunca foi uma mulher imbecil. Como qualquer criança de cinco anos, ela sabia o que é um DOC. Para realizar o pagamento de um aluguel de quase R$ 4 mil mensais, mamãe não trocaria o ‘Documento de Ordem de Crédito’, uma forma de pagamento e transferência de dinheiro disponível em qualquer agência bancária, devidamente regulamentada pelo Banco Central, por envelopes de dinheiro vivo. Em tempos tão inseguros, com tanto ladrão ao redor, mamãe não se atreveria a retirar o dinheiro do ambiente eletrônico para levá-lo até o meio da rua.”
De resto, convém aos filhos de Marisa mandar confeccionar uma lápide nova para colocar no túmulo dela. Sugere-se a seguinte inscrição: “Não contem mais comigo!”.

NO JORNAL DA CIDADE ONLINE
Lula diz que doará bens, se Justiça provar que são seus. Porque não doa os nove milhões?
Sábado, 21/10/2017 às 20:05
Em mais um espetáculo de demagogia e hipocrisia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita a uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) no ABC, neste sábado (21), disse que se conseguirem provar que o tríplex no Guarujá, o apartamento vizinho à sua cobertura em São Bernardo do Campo e o sítio de Atibaia são seus, ele vai doá-los ao MTST.
Uma absoluta falta de respeito com as pessoas mais pobres.
Lula sabe que jamais terá o direito de fazer tal doação.
Tais bens serão sequestrados em favor da União, pois são produtos de propina.
Lula sabe que não conseguirá recuperar este patrimônio.
"Estejam preparados, porque vocês podem ganhar dois apartamentos e uma chácara. Se conseguirem provar que são meus, serão seus. Pode avisar ao Moro" — disse Lula, sob os aplausos dos sem-teto que acompanhavam seu discurso. Mais uma bravata. Mera demagogia.
Entretanto, Lula ainda sonha recuperar os mais de 9 milhões em planos de previdência.
Ele sonha, mas é provável que não consiga, vez que também são frutos de propina.
De qualquer forma, porque não os oferece em doação? Seria mais digno.
Oferecer o que já perdeu é maledicência.
Lula é incorrigível.

Sobre Lula doar bens, mais uma bravata moral e jurídica
Por Hélder Caldeira
Domingo, 22/10/2017 às 06:56
Pretendendo ser uma divindade tupiniquim, o passista de quadrilha Luiz Inácio da Silva (vulgo ‘Lula’) prova que nada aprendeu: continua sendo o imbecil de má-fé de sempre, o canalha ilusionista que adora enganar a massa de miseráveis.
Comprovado ser ele o dono do apartamento, do sítio, do tríplex e dos milhões de reais roubados, todos esses bens passarão à Justiça, que se responsabilizará por transformá-los em recursos financeiros que irão cobrir parte do roubo aos cofres públicos.
Lula não é e nunca será um deus. É apenas um ladrão adorado incondicionalmente por seus semelhantes.
(*) Escritor, Colunista Político, Palestrante e Conferencista - Autor dos livros “Águas Turvas” e “A 1ª Presidenta”, entre outras obras.

Dodge já estaria em franca atuação no cumprimento da missão delegada por Temer
Da Redação
Domingo, 22/10/2017 às 08:12
A atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge dá mostras de que aquele encontro, na calada da noite, no Palácio Jaburu, com o presidente Michel Temer foi uma revisão de como deveriam ser suas ações no exercício do cargo.
Temer estaria naquela oportunidade 'tomando o ponto'.
A PGR age claramente no sentido de impedir a todo custo uma eventual delação do ex-ministro Geddel Vieira Lima.
O chefe vai delatar quem? O chefe não pode delatar afinal ele é o topo da pirâmide criminosa.
Então, Geddel é o chefe, definiu Dodge.
O articulista Jânio de Freitas, da Folha, também pensa desta forma.
No seu artigo deste domingo (22), ele é categórico: ‘A menos que Raquel Dodge apresente comprovação, ao menos indícios aceitáveis, da novidade que disse, a suposição de que vem para salvar Michel Temer ganha nova estatura. Não pode mais ser vista como precipitada ou interessada’.
Geddel nem tem perfil de ‘chefe’. Trata-se, nada mais nada menos, do que um corrupto que faz esquemas espúrios há mais de 30 anos, sempre visualizando o seu enriquecimento pessoal.
Temer é diferenciado, complementa Jânio de Freitas. ‘Usar intermediários é o seu modo típico. José Yunes, Eduardo Cunha, Lúcio Funaro, Geddel Vieira Lima, Rocha Loures, Moreira Franco, Eliseu Padilha e outros, já identificados ou ainda nas sombras, estão citados nas investigações como pessoas acionadas por Temer para chegar a terceiros, com missão definida’.
Todavia, essa questão de ‘chefe’ nesses esquemas de corrupção, não existe.
Corruptos se associam para aplicar golpes. Praticado o malfeito, cada um pega sua parte e ponto final. 

Plágio!!! Geddel diz que o dinheiro não é dele
Da Redação
Domingo, 22/10/2017 às 05:54
Não é piada. Aliás, o Brasil é induvidosamente o país da piada pronta.
Geddel Vieira Lima sustenta agora que a grana encontrada em Salvador não lhe pertence.
Petição protocolada por seus advogados alega que as impressões digitais identificadas em notas da fortuna apreendida não são suficientes para comprovar sua ligação com o dinheiro.
Some-se a isso o fato de que o bunker não é dele, não está no nome dele e não tem escritura em seu nome.
É plágio mesmo!
Na missiva, os advogados ainda questionam que a investigação não indicou o local do bunker onde ocorreu a apreensão e nem as circunstâncias em que foi encontrada a dinheirama.
Raquel Dodge, foi taxativa ao rebater: “Falta a este argumento qualquer base nos fatos”.
Ou seja, todas as evidências apontam para Geddel, mas 'não há provas', diria o cidadão que o ex-ministro está plagiando.


NO O ANTAGONISTA
A renovação do TSE
Brasil Domingo, 22.10.17 10:09
Em 2018, “o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tem a função de organizar as votações e de punir excessos de campanhas, sofrerá uma mudança brusca de perfil”, informa O Globo.
“Quatro das sete cadeiras do tribunal terão seus ocupantes substituídos. Advogados que atuam para partidos vislumbram que a dança das cadeiras deixará o Tribunal mais rígido.”
Menos rígido que o TSE que absolveu a chapa Dilma-Temer por excesso de provas, nem mesmo um pudim.
Os pagamentos a Cunha “Caranguejo”, Moreira “Angorá” e Alves “Fanho”
Brasil 22.10.17 07:38
A PGR também encontrou no sistema eletrônico Drousys, da Odebrecht, arquivos originais com programações de pagamentos para o ministro Moreira Franco e os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves, todos do PMDB, informa a Folha.
Um dos relatórios aponta ter encontrado arquivos com ordens de pagamentos no valor de R$ 7 milhões a “Angorá” – apelido dado a Moreira Franco, segundo as delações.
Dois relatórios apontam arquivos de pagamentos programados a Henrique Alves, sob codinomes “Fanho” (R$ 2 milhões em 2014) e “Rio Grande” (R$ 112 mil mais US$ 67,2 mil em 2010).
“Outros três documentos indicam repasses atribuídos a Cunha, identificado, segundo delatores, pelos apelidos ‘Calota’ (R$ 300 mil em 2014), ‘Acadêmico’ (R$ 3,05 milhões de 2010 a 2014) e ‘Caranguejo’ (ao menos R$ 28,6 milhões entre 2008 e 2014).”

Os pagamentos a Padilha “Fodão” e Geddel “Babel”
Brasil 22.10.17 07:31
A Folha informa que a PGR encontrou no sistema eletrônico Drousys, da Odebrecht, ordens de pagamentos ao ministro Eliseu Padilha, codinome “Fodão”, e ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, o “Babel”, ambos do PMDB.
Uma planilha chamada “programações semanais-2010”, por exemplo, traz uma de R$ 200 mil para “Fodão” na data de 27 de julho de 2010 e sete para “Babel” no mesmo ano, em Salvador. A primeira, de R$ 155 mil, indica “Obra: Tabuleiros Litorâneos”.
“Outros arquivos apontam ainda repasses atribuídos a Padilha por meio dos codinomes ‘Primo’ (R$ 4,6 milhões em 2008 e 2014) e ‘Bicuira’ (R$ 1,4 milhão em 2010).”
“Para investigadores, a importância dos arquivos reside no fato de mostrar que foram criados e modificados na época dos repasses delatados, e não forjados recentemente.
A existência deles, porém, não comprova a efetiva entrega do dinheiro aos políticos.”

O sertão virou Huck
Brasil 22.10.17 07:20
“Uma eventual candidatura de Luciano Huck ao Planalto saiu do anedotário”, diz a Folha de S. Paulo.
É o que O Antagonista tem repetido nas últimas semanas.
A reportagem continua:
“O apresentador tornou-se assunto central em conversas de grandes investidores e analistas do mercado. Ele é visto como a alternativa mais palatável entre os outsiders. Representaria o pensamento liberal para a economia, sem conservadorismo nos costumes. No mundo político, movimento semelhante. Pesquisas que chegaram a ele e a partidos indicam forte potencial de voto no Nordeste.”
Lula faz chacota comparando Luciano Huck a Ana Maria Braga, mas é claro que ele teme perder seu curral eleitoral.
Novo áudio revela “movimento por fora” com ministro
Brasil 22.10.17 07:00
“E aquele outro movimento por fora, com o Marcos?”
É o que pergunta a Joesley Batista o vice-presidente corporativo da Caixa, Antonio Carlos Ferreira, referindo-se a um suposto pagamento de propina que teria como destinatário o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, e seu partido, o PRB.
O diálogo, revelado pelo Jornal Nacional, aparece em um dos novos áudios entregues à PGR, incluídos na complementação da delação de Joesley, que responde:
“Ah, então, ele teve lá, eu fiz mais uma, mais outra. Eu sei, sei, não, eu sei, mas assim, dos seis, faltam 1.800, acho. Eu fiz mais 500, 600, tá faltando, tá faltando três. Com mais três resolve, tá?”
O dono da JBS afirmou ao MPF que pagou R$ 6 milhões de propina a Marcos Pereira, em troca do apoio do ministro e de Ferreira para a liberação de empréstimo da Caixa às suas empresas.
“É o Aécio e tal, né?”
Brasil 22.10.17 07:11
Joesley Batista também gravou conversas com o senador Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressista (PP).
Em uma delas, revelada pelo Jornal Nacional, Joesley e Ciro falam sobre cargos na mineradora Vale, uma indicação para a presidência da empresa e citam o senador Aécio Neves.
Ciro: Quem vai influir muito isso aí é o pessoal de Minas, é o Aécio e tal, né?
Joesley: Tem a ver com a Vale…
Ciro: Com a Vale. Esse povo de Minas acha que é dono da Vale, né?
Joesley: (Risos.)
Ciro: Mas se ele for pra presidência, ele dá show lá.
Joesley: Ele é muito capacitado.
Ciro: Aí, como tem essa questão dessa lista que fazem relação, é importante ele entrar. Se tu conseguir ajudar….
Joesley: Tá. Eu vou… Tá.
Joesley, como lembrou a reportagem, já tratou da indicação à presidência da Vale diretamente com Aécio. Os dois falaram da possível nomeação do ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, preso na Lava Jato. Aécio disse que já tinha indicado o presidente, mas prometeu encontrar uma diretoria para Bendine na Vale.
A estatização “apressada”
Brasil Sábado, 21.10.17 19:12
A Folha publica matéria sobre o inquérito civil aberto pelo promotor Daniel Balan Zappia para investigar a estatização da então chamada Uned (União de Ensino Superior de Diamantino), comandada à época pela irmã de Gilmar Mendes, Maria Conceição Mendes.
A instituição foi vendida por R$ 7,7 milhões ao governo estadual, então comandado por Silval Barbosa (PMDB), que, após quase dois anos preso, está em prisão domiciliar – benefício alcançado porque admitiu, em delação premiada, desvios de R$ 1,03 bilhão.
Lotado em Diamantino, cidade natal de Gilmar situada ao norte de Cuiabá, Zappia apura indícios de que a transação – que resultou na atual Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso) – ocorreu de forma apressada, sem estudo prévio.
Na placa que oficializa a estatização do campus, datada de 16 de setembro 2013, dois meses após a venda, lê-se a homenagem: “Temos de agradecer à família Mendes, em especial ao ministro do STF Gilmar Mendes, pelo esforço em construir uma sociedade mais justa e igualitária por meio da oferta do ensino superior.”
Gilmar, que descerrou a placa em cerimônia ao lado de Barbosa, afirma que não se envolveu mais com a administração da universidade desde que deixou a sociedade.


REFLEXÃO CRISTÃ ESPÍRITA

O Melhor para Nós
“Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celeste vos perdoará.” Jesus. (Mateus, 6:14.)

Muito e sempre importante para nós o esquecimento de todos aqueles que assumam para conosco essa ou aquela atitude desagradável.
Ninguém possui medida bastante capaz, a fim de avaliar as dificuldades alheias.
Aquele que, a nosso ver, nos terá ferido, estaria varando esfogueado obstáculo quando nos deu a impressão disso. E, em superando semelhante empeço, haverá deixado cair sobre nós alguma ponta de seus próprios constrangimentos, transformando-se-nos muito mais em credor de apoio que em devedor de atenção.
Em muitos episódios da vida, aqueles que nos prejudicam, ou nos magoam, frequentemente se encontram de tal modo jungidos à tribulação que, no fundo, sofrem muito mais, pelo fato de nos criarem problemas, que nós mesmos, quando nos supomos vítimas deles.
Quem saberia enumerar as ocasiões em que determinado companheiro terá sustado a própria queda, sob a força compulsiva da tentação, até que viesse a escorregar no caminho?
Quem disporá de meios para reconhecer se o perseguidor está realmente lúcido ou conturbado, obsesso ou doente? Quem poderá desentranhar a verdade da mentira, nas crises de perturbação ou desordem? E, quando a nuvem do crime se abate sobre a comunidade, que pessoa deterá tanta percuciência para conhecer o ponto exato em que se haverá originado o fio tenebroso da culpa?
À vista disso, compreendamos que o esquecimento dos males que nos assediam é defesa de nosso próprio equilíbrio, e que, nos dias em que a injúria nos bata em rosto, o perdão, muito mais que uma bênção para os nossos supostos ofensores, é e será sempre o melhor para nós.

Do cap. 21 do livro <Ceifa de Luz>, de Emmanuel, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Da página http://www.oconsolador.com.br de 07-10-2012.

sábado, 21 de outubro de 2017

SEGUNDA EDIÇÃO DE 21-10-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO CEARÁ NEWS 7
Exclusivo: PF deflagra operação no INSS de Canindé contra fraude em aposentadorias
Agentes chegaram a levar servidores e apreender documentos e computadores na sede e em outros imóveis para perícia

Por Maurício Moreira
Sexta-feira, 20/10/2017 16:00
A Polícia Federal deflagrou, na última quarta-feira (18), uma operação contra fraudes no Instituto Social de Seguro Social (INSS) em Canindé. Segundo informações, o esquema envolve funcionários públicos, advogados e “atravessadores” na concessão de aposentadorias irregulares e ocorre desde 2012.
Durante a ação, servidores do INSS de Canindé foram levados pelos agentes, mas ainda não se sabe se foram presos ou apenas prestaram depoimento. Além disso, a PF cumpriu também mandados de busca e apreensão na sede do órgão e em outros imóveis ligados ao esquema de fraudes no Município.
Foram apreendidos computadores, documentos e outros itens para serem levados a perícia. A operação tramita em segredo de Justiça.

Lava Jato: Sem mandato, Cid quer fugir da Justiça no Ceará e ser investigado no STF
Ex-governador quer manipular a Justiça e enviar seu caso para o Supremo, que até agora não condenou ninguém na Operação

Sexta-feira, 20/10/2017  13:55
O ex-governador Cid Gomes (PDT) não quer ser julgado como um cidadão comum e, mesmo sem ocupar nenhum cargo público, entrou com recurso, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), para ser investigado pela Corte, fugindo da Justiça Federal no Ceará, leia-se o juiz federal Danilo Fontenele. Cid foi acusado na delação de Wesley Batista, dono da JBS, de receber R$ 24,5 milhões em propina, durante as eleições de 2012 e 2016, para liberar créditos da empresa junto ao Governo do Ceará, então comandado pelo pedetista.
Sem perder os modos de coronel, Cid quer mandar na Justiça e definir quem será responsável por investigá-lo. O medo do ex-governador de cair na 1ª Instância se deve ao fato de que, nos últimos dez anos, o STF, de 180 processos, só encerrou quatro, somando apenas sete autoridades condenadas. Já o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na 1ª Instância, em pouco mais de 3 anos, já encerrou mais de 30 processos e condenou mais de 100 pessoas.
Além da ser investigado pelo recebimento de mais de R$ 20 milhões em propina, Cid é réu na Justiça Federal por usar o cargo de governador para tomar empréstimo irregular de R$ 1,2 milhão junto ao BNB com juros abaixo dos praticados no mercado. Além disso, o ex-governador será citado na delação da Galvão Engenharia, responsável pela obras da Arena Castelão, Centro de Eventos e Centro de Formação Olímpica. Como se não bastasse, Cid ainda está na mira da Justiça pela construção de um conjunto residencial na Área de Proteção Ambiental da Serra da Meruoca e por irregularidades na construção do Acquario Ceará, já investigada pelo Ministério Público Federal. 

Onda de assassinatos em dois dias elevou taxas de homicídios para além de 4 mil
Em 48 horas, no intervalo entre quarta e quinta-feira, 29 pessoas foram mortas no Estado. Entre as vítimas, figuraram cinco mulheres, todas assassinadas com indícios de execução sumária

Por Fernando Ribeiro

Sexta-feira, 20/10/2017 11:58
Para chegar nesta sexta-feira (20) ao índice de quatro mil homicídios neste ano no Ceará, a criminalidade avançou por todo o Estado nas últimas 48 horas. Em apenas dois dias, entre quarta e quinta-feira (18 e 19), as autoridades policiais registraram 29 casos de homicídios, sendo 12 na Capital, 10 da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e outros 07  no Interior.
Na quarta-feira (18), 05 pessoas foram mortas em Fortaleza, nos bairros Pici, Passaré, Genibaú, José Bonifácio e Tauape. Na quinta-feira (19), foram mais 07 assassinatos nos bairros Planalto Pici, Canindezinho, Barra do Ceará, Bonsucesso, Bom Jardim, Tauape e Jangurussu. Já na Região Metropolitana de Fortaleza, nos dois dias, foram registrados 19 homicídios nos seguintes Municípios: Caucaia (3), Maracanaú (3), Pacajus (2), Cascavel e Maranguape.
Em 48 horas, 07 pessoas foram assassinadas no Interior do Estado, nos municípios de Sobral, Palhano, Guaraciaba do Norte, Acopiara, Hidrolândia, Juazeiro do Norte e Reriutaba.
Mulheres vitimadas
Entre as vítimas dos 29 casos de homicídios nos dois dias, figuraram 05 mulheres. Ainda na quarta-feira, uma adolescente de 12 anos, identificada como Ana Lívia Aguiar Mendes, foi morta, a tiros no cruzamento das ruas Joaquim Magalhães e Barão de Aratanha, no bairro José Bonifácio, na zona central de Fortaleza. A mãe dela e uma irmão, um bebê de apenas 3 meses de vida, ficaram feridos.
Cerca de 40 minutos depois, outra jovem, identificada apenas por Raíssa, foi baleada e morta dentro de um ônibus que trafegava pela Rua Moçambique, no bairro Genibaú, na zona Oeste da Capital.
Na cidade de Acopiara, na região Centro-Sul do Ceará, uma jovem de 26 anos, foi executada a tiros diante dos filhos e dentro de casa. A vítima foi identificada como Maria Socorro Alves Lima.
Na quinta-feira, pelo menos, mais 02 mulheres foram mortas nas ruas de Fortaleza. Ainda na manhã de ontem, uma mulher, não identificada, foi assassinada a tiros na Avenida General Osório de Paiva, no bairro Canindezinho (zona sul), quando, segundo a Polícia, estaria praticando assaltos numa motocicleta, com um comparsa, que também foi baleado e levado para um hospital da região. À noite, outra mulher foi executada, também a tiros, no bairro Bom Jardim.

Gilmar participa de casamento em Fortaleza e exige policiais para sua segurança
Mendes veio para festança de sua enteada

Sexta-feira, 20/10/2017 13:51
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, está no Ceará para participar do casamento de sua enteada, a filha de Guiomar Mendes. A festança acontece em Fortaleza.
O ministro exigiu que policiais fizessem sua segurança pessoal no evento. O pedido foi aceito. As coisas estão perigosas por aqui.
Em tempo
Gilmar gosta do Ceará, mas teve um probleminha em uma das vezes que esteve aqui: foi roubado durante uma caminhada na Beira-Mar. À época, o secretário André Costa ainda não estava à frente da Secretaria de Segurança.
Hoje em dia – saravá, pé de pato, mangalô, três vezes -, do jeito que as coisas andam, ele nem precisa sair na rua para sentir o peso da bandidagem.

NO BLOG DO NOBLAT
Harmonia pelo Avesso
Por Ruy Fabiano
Sábado, 21/10/2017 - 01h25
Governo, STF e Congresso irmanam-se mais uma vez em torno de tema vital para o destino da Lava Jato: o fim das prisões após condenações em segunda instância.
Essas prisões foram autorizadas pelo mesmo STF, há um ano, fixando a jurisprudência que agora pretende revogar. A única alteração na Corte, desde então, foi a entrada de Alexandre de Moraes, em substituição a Teori Zavaski, que, aliás, foi quem propôs essa prisão, antes do trânsito em julgado, que pode durar muitos anos, décadas mesmo. Será concretamente o fim da Lava Jato.
Nos Estados Unidos e na França, por exemplo, o condenado já começa a cumprir pena após condenação em primeira instância. Recorre às instâncias superiores de dentro da cadeia. Aqui, se voltar a prevalecer a prisão após o trânsito em julgado, a condenação prescreve sem que o condenado saia de sua rotina.
Paulo Maluf é o exemplo clássico. Todas as suas condenações prescreveram, sem que ele purgasse a cadeia. A jurisprudência do STF, prestes a ser revogada, havia estabelecido uma mudança importante para romper a cultura da impunidade no País.
Lula, já condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, aguarda a confirmação da sentença em segunda instância, pelo TRF 4, de Porto Alegre, que o levaria à prisão. Idem José Dirceu. Se depender dos titulares dos três Poderes, não têm mais o que temer.
Há uma semana, o ministro Ricardo Lewandowski, sinalizando essa mudança, mandou soltar o ex-vereador de Goiânia, Amarildo Pereira, preso após sentença confirmada em segundo grau. Foi um dia depois de o mesmo STF transferir ao Legislativo a prerrogativa de prender parlamentares – e mesmo dia em que o ministro Luís Fux concedeu habeas corpus ao terrorista italiano Cesare Battisti.
Na sequência, o Senado, confirmando as piores expectativas, devolveu na terça-feira passada o mandato ao senador tucano Aécio Neves. E a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, na quarta, rejeitou a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Temer e seus ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco.
Estima-se que o plenário da Câmara, na semana que se inicia, confirme aquele resultado, já que o governo é majoritário e intensifica o corpo a corpo com os aliados na base do troca-troca.
Dentro da teoria das aproximações sucessivas da crise, mencionada pelo general Hamilton Mourão, como hipótese para uma intervenção militar, não há dúvida de que essas duas semanas foram de avanços significativos. O general, em palestra na Maçonaria, um mês atrás, condicionou a defesa da normalidade institucional a que o Judiciário cumpra o papel de colocar os políticos infratores na cadeia. Não o fazendo, advertiu, “vamos ter que impor isso”.
Até aqui, o Judiciário tem feito o oposto. A primeira instância - juízes como Sérgio Moro (Curitiba), Marcelo Bretas (Rio) e Waldisney Moura (DF) - prende, mas as instâncias superiores soltam.
Anteontem, por exemplo, o desembargador federal Olindo Menezes, do TRF 1, em Brasília, suspendeu o bloqueio de parte dos bens dos irmãos Joesley e Wesley Batista. O bloqueio inicial, de R$ 60 milhões (insignificante para quem opera na escala dos bilhões), fora ampliado pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do DF.
O desembargador achou um exagero essa ampliação – e, além de liberar os bens pessoais dos dois, permitiu que suas empresas retomem normalmente suas transações financeiras. Mais um gol contra do Judiciário, dando novo passo nas aproximações sucessivas.
Enquanto isso, o ex-presidente FHC, otimista, considerou que há novidades na política brasileira. E citou o apresentador de TV, Luciano Huck, marido de Angélica e pré-candidato à Presidência da República (!!) como uma delas. Há também, e ele se esqueceu de mencionar, o treinador de vôlei Bernardinho, sem falar do craque Romário, hoje senador, que postula o governo do Rio de Janeiro.
Tiririca errou quando disse que pior não fica. Ficou.

NO JORNAL DA CIDADE ONLINE

José Dirceu deveria evitar sair com a filha de seis anos

Sexta-feira, 20/10/2017 às 12:22
O ex-ministro José Dirceu está abusando de sua ‘liberdade’ e de sua insensatez.
O sofrimento psicológico de sua linda filha caçula é de fazer dó.
Entretanto, parece que só esse ‘Zé’ não percebe.
O jornalista Cláudio Humberto, em sua coluna diária, conta que ‘dia desses, o ex-ministro José Dirceu passou vergonha em Brasília, ao tentar saborear um hambúrguer numa lanchonete da QI 11 do Lago Sul, na companhia da filha de 6 anos. Foi demoradamente insultado’.

Acima, nota da coluna de Cláudio Humberto
Fica a pergunta: Para que submeter a garota a tal situação?
Zé Dirceu tem que compreender que ele não é uma pessoa comum e que expor a garota desta forma é uma temeridade, uma violência contra a criança.
Parece que existe um prazer em afrontar a sociedade.
Tipo assim, fiz o que fiz e estou livre, leve e solto...
Lamentável!

O caso Aécio e os 44... 
Por Júlio César Cardoso (*)
Sábado, 21/10/2017 às 10:02
O país precisa expurgar os seus indecorosos políticos e corrigir a sua forma de eleição, porque o quadro político existente denuncia que o voto obrigatório tem se constituído em um dos instrumentos negativos de eleger e reeleger políticos corruptos.
Por outro lado, se não houver outra intervenção no País para moralizar a politica e pôr ordem no Brasil, inclusive, abro aqui um parêntese, para combater os narcotraficantes e sobrestar os movimentos que tentam destruir os valores morais da família, através da doutrinação da ideologia de gênero nas escolas, a vida aqui ficará muito complicada.
Feitas as digressões acima, enfatizo a dificuldade de se combater a bandidagem explícita dentro do Congresso Nacional, não obstante os diversos depoimentos e gravações mostram as relações promíscuas de parlamentares e governantes.
Parece que todos os denunciados combinaram jurar inocência e desqualificar a figura dos acusadores, tal é a refutação uníssona dos acusados. Só que contra fatos não há argumentos, pois as provas estão aí: gravações revelando propinas ao PMDB e PT, mala de dinheiro arrastada por ruas de São Paulo ou guardada aos montes em apartamento na Bahia de Geddel Vieira e por aí vai...
Os políticos envolvidos na Lava-Jato querem arrancar o fígado do denodado juiz Sérgio Moro e também do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. No Senado, há um grupo de indecentes parlamentares que não deseja ver o País ser passado a limpo e devolve o mandato a Aécio Neves. Na Câmara, não é diferente, haja vista a pouca vergonha de muitos deputados, decididos a preservar o mandato de Michel Temer, em troca de favores.
Com efeito, a política nacional está enferma. E que os senadores e deputados, que dão sobrevida a políticos indecorosos, sejam lembrados pelos eleitores brasileiros. E aos senadores abaixo, o nosso desprezo:
SENADORES QUE FORAM FAVORÁVEIS AO RETORNO DE AÉCIO:
Antonio Anastasia (PSDB-MG); Ataídes Oliveira (PSDB-TO); Benedito de Lira (PP-AL); Cássio Cunha Lima (PSDB-PB); Cidinho Santos (PR-MT); Ciro Nogueira (PP-PI); Dalirio Beber (PSDB-SC); Dário Berger (PMDB-SC); Davi Alcolumbre (DEM-AP); Edison Lobão (PMDB-MA); Eduardo Amorim (PSDB-SE); Eduardo Braga (PMDB-AM); Eduardo Lopes (PRB-RJ); Elmano Férrer (PMDB-PI); Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE); Fernando Collor (PTC-AL); Flexa Ribeiro (PSDB-PA); Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN); Hélio José (PROS-DF); Ivo Cassol (PP-RO); Jader Barbalho (PMDB-PA); João Alberto Souza (PMDB-MA); José Agripino (DEM-RN); José Maranhão (PMDB-PB); José Serra (PSDB-SP); Maria do Carmo Alves (DEM-SE); Marta Suplicy (PMDB-SP); Omar Aziz (PSD-AM); Paulo Bauer (PSDB-SC); Pedro Chaves (PSC-MS); Raimundo Lira (PMDB-PB); Renan Calheiros (PMDB-AL); Roberto Rocha (PSDB-MA); Romero Jucá (PMDB-RR); Simone Tebet (PMDB-MS); Tasso Jereissati (PSDB-CE); Telmário Mota (PTB-RR); Valdir Raupp (PMDB-RO); Vicentinho Alves (PR-TO); Waldemir Moka (PMDB-MS); Wellington Fagundes (PR-MT); Wilder Morais (PP-GO); Zezé Perrella (PMDB-MG); Airton Sandoval (PMDB-SP).
(*) Bacharel em Direito e servidor (federal) aposentado pelo Banco Central do Brasil, residindo atualmente em Balneário Camboriú(SC), mas com título eleitoral do Rio Grande do Sul. 











PRIMEIRA EDIÇÃO DE 21-10-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO
Sábado, 21 de Outubro de 2017
Com redução de pena, Argello pode sair em 1 mês
Se for confirmada a redução de pena do ex-senador Gim Argello para 11 anos e 08 meses de reclusão, logo o político do Distrito Federal estará em liberdade, graças aos benefícios da progressão de pena. Como é réu primário, ele pode pretender a liberdade após concluir um sexto dessa pena, que corresponde a 1 anos e 11 meses. Ele está preso desde abril do ano passado, ou seja, há 1 ano e 10 meses.
Moro foi implacável
Argello foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 19 anos pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.
Menos um crime
Dois dos três juízes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região absolveram Gim Argello do crime de obstrução, reduzindo sua pena.
Dia 7 será o ‘dia D’
João Gebran Neto e Leandro Paulsen votaram pela redução, e Vitor Laus, terceiro juiz da turma, pediu vista. A decisão final será no dia 7.
Riscos presentes
Podem frustrar a expectativa de Argello a súbita condenação em outra ação, ou se os juízes do TRT desistirem de absolvê-lo da obstrução.
Governo desiste de propaganda usando a Seleção
A Presidência da República autorizou a gravação de vídeo para testar uma ideia de marqueteiro que acabaria descartada: usando a linguagem do futebol, mostra que o governo Michel Temer tem feito “golaços” na economia. O vídeo não usaria qualquer personagem do futebol, mas apenas imagens da Seleção Brasileira. Não ficou bom, por isso a Secretaria de Comunicação do Planalto mandou arquivar a ideia.
Sem personagens
O filme usava imagens da Seleção. Mas, ao contrário do que se divulgou, sem menção a qualquer técnico, Tite, Felipão ou Dunga.
Números positivos
O vídeo mostrava torcedores assistindo a um jogo em que os números positivos da economia eram comemoradas como gols.
Carapuça
Felipão ameaçou processar o governo se fosse citado na comparação do Brasil dos 7x1 com o Brasil de Tite. Mas ele não seria personagem.
Os piores políticos
O pior político, diz o site Ranking dos Políticos, é o senador Ivo Cassol (PP-RO), em 593º lugar. Lindbergh Farias (PT-RJ), em 589º, conseguiu ser mais mal avaliado que Aécio Neves (564º) e Renan Calheiros (563º).
PSDB bem na fita
O tucano Luiz Carlos Hauly (PR) é o deputado mais bem avaliado, no Ranking dos Políticos. Daniel Coelho (PE) é o 4º e João Gualberto (BA) o 6º. No top 10, só o deputado Carlos Gomes (PRB-RS) não é tucano.
Greve em polícia é ilegal
Sindicalistas policiais civis tentaram emplacar outra greve na sexta-feira passada, mas não deu certo. Eles sabem que greve em polícia é ilegal, segundo entendimento reafirmado em março pelo Supremo Tribunal Federal.
Expectativa
No 1º trimestre de 2017, 48% dos empresários estavam confiantes que demandariam crédito para fazer investimentos. Agora no 3º trimestre, caiu a expectativa caiu para 37%. Os dados são de pesquisa do SCPC.
E a crise?
O Ministério do Planejamento reforçou com R$5,9 bilhões o orçamento de órgãos como STJ, Justiça Federal e Justiça do Trabalho, Ministério Público da União, além de outros ministérios, estados e municípios.
Sai dessa
Internautas tentam mobilizar usuários de redes sociais a realizar uma manifestação no próximo dia 15 de novembro, Dia da República, pela “intervenção militar”. O abaixo-assinado tem apenas 27 adesões.
Comparação
Após acabar o e-Sedex, os Correios celebram R$1,8 milhão faturados em 2017 com o Correios Log+, que faz entregas do comércio eletrônico a (apenas) 6 estados. Só a Latam Cargo faturou R$1 bilhão em 2016.
Crime avança em Sergipe
O presidente da OAB de Sergipe, Henri Clay Andrade, não tem dúvidas de que a ausência no governo Jackson Barreto de um projeto de segurança pública preventiva fez do Estado o mais violento do País.
Pensando bem...
...condenado pela terceira vez na Lava Jato, o ex-governador Sérgio Cabral já pode pedir música no Fantástico.

NO DIÁRIO DO PODER
Sérgio Cabral é condenado pela terceira vez na Lava Jato

Publicado sexta-feira,  20 de outubro de 2017 às 18:47 - Atualizado às 18:57
Redação
O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, condenou nesta sexta-feira, 20, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB-RJ), a 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro na Operação Mascate, desdobramento da Operação Lava Jato. Esta é a terceira condenação do peemedebista na Lava Jato.
A Operação Mascate apurou a lavagem de dinheiro do esquema por meio de concessionárias e da compra de imóveis.
Apontados pelo Ministério Público Federal (MPF) como operadores de Cabral, Carlos Miranda foi condenado a 12 anos de prisão também por lavagem de dinheiro e Ary Ferreira da Costa Filho, a 9 anos e 4 meses por lavagem de ativos e por pertencimento a organização criminosa.
Bretas, no entanto, absolveu Cabral e Ary Ferreira de dois atos de lavagem de dinheiro, envolvendo dois automóveis.
A denúncia diz que Ary e Miranda, com a anuência de Cabral, dissimularam a origem e a propriedade de R$ 3,4 milhões, entre 30 de agosto de 2007 e 23 de julho de 2014, convertendo em ativos lícitos dinheiro oriundo de propina, por meio da transferência de recursos das empresas Eurobarra Rio e Américas Barra Rio, do delator Adriano Martins, para a empresa de Carlos Miranda.
Outras condenações
Sérgio Cabral já havia sido condenado pela Justiça Federal do Rio e também do Paraná. Em setembro, Marcelo Bretas impôs 45 anos e 2 meses de prisão na Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa.
O peemedebista tem uma primeira condenação imposta pelo juiz Sérgio Moro – 14 anos e 2 meses de reclusão, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro
.


NO BLOG DO JOSIAS

Sob Temer, 200 ruralistas presidem 200 milhões

Por Josias de Souza
Sábado, 21/10/2017 01:30
Michel Temer adotou um novo modelo de administração. Governa o País seguindo o método conhecido como do ‘vai que cola’. Fraco e impopular, o presidente é refém de apoiadores arcaicos. Para se manter no Planalto, Temer faz qualquer negócio. No seu governo, as coisas não são certas ou erradas. Elas são absorvidas ou pegam mal. A portaria que dificulta o combate ao trabalho escravo pegou mal. Pegou muito mal. Ao perceber que a coisa não colou, Temer ensaia um ajuste na pose.
Aconteceu a mesma coisa com um decreto de Temer para a exploração mineral numa área de reserva na Amazônia. O presidente anunciou a novidade de supetão. Pegou mal. Temer mandou refazer o decreto. Não colou. Submetido a uma gritaria internacional, Temer revogou o decreto e saiu de fininho.
O que assusta no governo Temer não é a sua crueldade. Se os primeiros meses da atual gestão ensinaram alguma coisa é que ninguém deve esperar qualquer tipo de hesitação altruísta do PMDB. Temer avança ou recua segundo a moral da sobrevivência. Assustadora mesmo é a sina dos brasileiros. Depois de serem despudoradamente assaltados por sucessivos governos, os mais de 200 milhões de brasileiros passaram a ser governados por 200 deputados da bancada ruralista da Câmara, cuja prioridade é escravizar Temer para levar o Brasil até o Século 16.

Ministro critica novela, mas no STF é muito pior
Por Josias de Souza
Sexta-feira, 20/10/2017 19:50
Em palestra na Escola Paulista de Magistratura, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, criticou o modo como o crime é retratado na novela ‘A Força do Querer’. Para ele, há um quê de glamour nas cenas da personagem Bibi Perigosa, interpretada por Juliana Paz.
Eis o que disse Moraes: a novela “mostra aqueles bailes funk, fuzil na mão, colarzão de ouro, mulheres fazendo fila para os líderes do tráfico, só alegria. Aí mostra a Bibi, que se regenerou, ela tentando procurar emprego e não conseguindo. Qual é a ideia que é dada? Que é melhor você não largar. Enquanto você não larga, você tá na boa. É uma valorização. Aí podem dizer que essa é a realidade. Mas tá passando isso de uma forma glamorizada.”
Ex-secretário de Segurança do governo tucano de São Paulo, ex-ministro da Justiça do governo do PMDB, Alexandre de Moraes chegou ao Supremo por indicação de Michel Temer. No julgamento sobre a limitação da abrangência do foro privilegiado, o doutor pediu vista do processo, retardando a definição — já lá se vão 142 dias. No caso das sanções cautelares contra parlamentares, Moraes votou a favor da tese que desaguou na restituição do mandato a Aécio Neves.
A sorte de Moraes é que Glória Perez é uma senhora bem-posta. Do contrário, a autora da novela 'A Força do Querer' poderia responder ao supremo crítico de sua ficção com uma observação ligeira sobre a programação da TV Justiça. Glória diria algo assim sobre a emissora oficial do Judiciário:
“Mostra aquelas sessões plenárias do Supremo, Constituição na mão, toga sobre os ombros, poderosos fazendo fila à espera de sentenças que nunca chegam, só alegria. Aí mostra o Aécio, que se safou. A Primeira Turma tentando impor sanções e o plenário impedindo. Qual é a ideia que é dada? Que é melhor você não largar o foro privilegiado. Enquanto você não larga, você tá na boa. Aí podem dizer que essa realidade precisa mudar. Mas sempre haverá um ministro no Supremo para pedir vista do processo e declarar, com glamour: 'Tem que manter isso'!”

Sujo, Renan ironiza na web Temer, o mal lavado
Por Josias de Souza
Sexta-feira, 20/10/2017 18:22
Dono de um currículo penal invejável, Renan Calheiros, estrela de 16 inquéritos e réu numa ação penal, sentiu-se à vontade para fazer troça na internet com Michel Temer, primeiro presidente da História a arrostar duas denúncias por fatos vinculados à corrupção.
Renan achou “engraçado” um parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal pela doutora Raquel Dodge. Nele, a procuradora-geral da República sustenta que há 51 milhões de motivos para manter Geddel Vieira Lima atrás das grades.
A certa altura, Dodge anota que Geddel parece ter assumido posição de líder de organização criminosa constituída para assaltar o erário. E Renan: “Nunca soube que Geddel era o chefe. Para mim, o chefe dele era outro.”
Considerando-se que Temer, Renan e Geddel integram diferentes facções da mesma falange partidária, a plateia fica com a incômoda sensação de que sucede nos porões do PMDB algo muito parecido com o que ocorre na favela da Rocinha: uma disputa pelo controle do território.

NA VEJA.COM
Os ministros do TCU, o iate e a mansão de Joesley
Vital do Rêgo e Bruno Dantas, acompanhados das mulheres, passaram o fim de semana numa ilha paradisíaca à custa da JBS — a empresa que eles investigavam

Por Rodrigo Rangel e  Daniel Pereira
Sábado, 21 out 2017, 07h01 - Publicado em 21 out 2017, 07h00
Em meados do ano passado, a Lava Jato já havia deflagrado três dezenas de operações. As empresas do grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, ainda não haviam caído na teia, mas já eram alvo de investigações que apuravam suspeitas de pagamento de propina para obter financiamentos no BNDES e na Caixa Econômica Federal. Na época, longe de Brasília, no píer de uma mansão em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, uma pequena lancha aportou para apanhar um grupo que havia chegado para um fim de semana de lazer. Todos a bordo, a embarcação rumou mar adentro, até encontrar o iate Why Not. Para os ministros Vital do Rêgo e Bruno Dantas, ambos do Tribunal de Contas da União (TCU), era o começo de um animado dia de mordomias, com boa comida, champanhe e vinho da melhor qualidade, tudo diante de uma paisagem deslumbrante.
Joesley já confessou ter habilidades especiais para corromper. Quando não pagava propina para atingir seus objetivos, usava outras artimanhas para capturar a simpatia de figuras importantes do poder. Não foi por outra razão que o empresário convidou os ministros para o passeio no sábado, 11 de junho de 2016, quando o TCU já analisava os empréstimos suspeitos dos Batista. Combinar o encontro com Bruno Dantas e Vital do Rêgo foi relativamente fácil. O empresário ficara sabendo que os dois estavam no Rio, onde haviam participado, na véspera, de um seminário. O convite foi feito — e aceito.
No iate de 10 milhões de dólares, o grupo foi recebido pelo próprio Joesley. Antes de eles se reunirem em torno de uma mesa de queijos, o dono da JBS, hoje preso, apresentou a embarcação, de 30 metros de comprimento, três andares, quatro quartos (incluindo uma suíte de 20 metros quadrados), cozinha, sala de estar e um amplo deque com jacuzzi.
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NO O ANTAGONISTA
A “Quinta Sem Lei” de Michel Temer
Brasil  Sábado, 21.10.17 09:48
O mesmo grupo que se reunia no Lago Sul, região nobre de Brasília, para articular o impeachment de Dilma Rousseff agora se reúne para impedir o afastamento de Michel Temer.
Trata-se do grupo batizado de G-8 pelo deputado anfitrião Heráclito Fortes (PSB-PI), de 67 anos. G de “geriátrico”, explicou ele ao Estadão, devido à faixa etária dos integrantes:
“Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), 75 anos, e José Carlos Aleluia (DEM-BA), Rubens Bueno (PPS-PR), e Benito Gama (PTB-BA) – os três com 69 anos. Dois dos participantes se tornaram ministros de Temer: Mendonça Filho (Educação), 51 anos, e Raul Jungmann (Defesa), 65 anos.”
“Temer (77) sentou ali na terça-feira (17). O Moreira Franco (73) do lado”, apontou Fortes – o “Boca Mole” das planilhas da Odebrecht –, que chama o dia dos encontros de “Quinta Sem Lei”.
É mesmo um nome sugestivo.
O colchão de Marisa Letícia
Brasil 21.10.17 07:32
“A única conclusão possível, a conclusão inequívoca é de que o pagamento foi feito em dinheiro.”
Foi o que alegou o advogado Cristiano Zanin, que defende Lula, ao UOL, sobre o aluguel do apartamento vizinho ao dele em São Bernardo do Campo, custeado, segundo as investigações, com propinas da Odebrecht.
É a primeira vez que a defesa de Lula afirma que o pagamento foi feito em espécie. Mas diz não ter como confirmar detalhes sobre as circunstâncias, já que a responsabilidade era da ex-primeira-dama, Marisa Letícia.
“Provamos a movimentação financeira, recibo de aluguel, apresentamos o carnê-leão”, disse a advogada Valeska Teixeira Martins.
A culpa é sempre da Marisa, que tinha dinheiro guardado no colchão.
Compram-se ausências
Brasil 21.10.17 08:45
Com a perspectiva de ter menos do que os 263 votos que salvaram Michel Temer da primeira denúncia, o Planalto montou uma operação para convencer os deputados contrários ao presidente a não irem votar desta vez, informa o Painel da Folha.
“O pior cenário para Temer seria um placar com mais votos contra do que a favor. Ainda que seja insuficiente para levar a denúncia adiante – o que demandaria 342 votos –, resultado tão adverso denotaria extrema fragilidade.”
Adeus, privatizações
Brasil 21.10.17 08:26
O Globo informa que Michel Temer desistiu de fazer a concessão de 14 aeroportos no seu mandato, alterando o cronograma do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).
Em troca de votos para derrubar a segunda denúncia da PGR contra ele na Câmara dos Deputados, o presidente atendeu ao Partido da República (PR), comandado por Valdemar Costa Neto (SP), evitando assim mexer com a Infraero, hoje nas mãos da legenda.
“Com a decisão, a equipe econômica não poderá mais contar com uma receita entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões para ajudar a fechar as contas em 2018. (…) Segundo um integrante da equipe econômica, a retirada de Congonhas da lista vai exigir um corte ainda maior no Orçamento de 2018. O governo também não terá dinheiro para pagar o reajuste dos servidores públicos, destacou a fonte.”
Mas a boquinha do Valdemar é mais importante para o presidente.
A razão de Gilmar
Brasil 21.10.17 08:13
Gilmar Mendes comentou no Twitter a repercussão da portaria que alterou a definição do que pode ser enquadrado como trabalho escravo no Brasil:
“Combater o trabalho escravo é fundamental. Mas nem toda irregularidade trabalhista merece o tratamento de escravidão.
A interpretação das expressões ‘jornada exaustiva’ e ‘condições degradantes de trabalho’ não pode ser ideologizada.
Só no Brasil, altura de beliche e tamanho de armário geram discussão sobre trabalho escravo.”

Às vezes, até Gilmar Mendes tem razão.
A bíblia do sócio de Lulinha
Brasil 21.10.17 08:05
O contrato “inflado” entre a Oi e o Grupo Gol era para que a empresa Goal Discos fornecesse o conteúdo da “Bíblia na voz de Cid Moreira” para um portal de voz da telefônica, segundo a Folha.
Esse contrato foi o responsável por 40% dos R$ 66 milhões repassados pela Oi a empresas do Grupo Gol, de Jonas Suassuna, sócio de Lulinha.
Ex-diretor do grupo, Marco Aurélio Vitale disse ao jornal que havia outros dois ou três contratos ‘guarda-chuva’ para garantir os repasses.
Tudo em nome do Senhor.
O contrato ‘inflado’
Brasil 21.10.17 07:48
Pelo menos um dos contratos firmados entre a Oi e o grupo empresarial de Jonas Suassuna, sócio de Lulinha, gerou prejuízo milionário à telefônica.
É o que indica planilha anexada em um e-mail enviado pela Oi ao Grupo Gol, segundo a Folha.
“De acordo com os dados, a empresa de telefonia arrecadou apenas R$ 21,1 mil com um conteúdo produzido pela Goal Discos num período em que teve de pagar R$ 16,8 milhões à firma de Suassuna.
O contrato usado como base para esses pagamentos é um dos firmados ‘sem lógica comercial’ pelas duas empresas, de acordo com Marco Aurélio Vitale, ex-diretor do grupo, para beneficiar a família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O contrato foi assinado em janeiro de 2009, dois meses após Lula assinar decreto que viabilizou a compra da Brasil Telecom pela Oi.”

Era muita gratidão.
A fachada de Lulinha
Brasil 21.10.17 07:12
Marco Aurélio Vitale, ex-diretor comercial do grupo empresarial de Jonas Suassuna, disse à Folha que empresas foram usadas como fachada para receber recursos da Oi direcionados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e seus sócios.
O Grupo Gol – que atua nas áreas editorial e de tecnologia e não tem relação com a companhia aérea de mesmo nome – mantinha contratos “sem lógica comercial”, segundo Vitale, tendo como único objetivo injetar recursos da empresa de telefonia nas firmas de Suassuna.
“A Gol conseguiu um tratamento que não existe dentro da operadora.”
Segundo relatório da Polícia Federal, as empresas de Suassuna receberam R$ 66,4 milhões da Oi entre 2004 e 2016.
“Aqui é para ganhar dinheiro e não fazer nada”
Brasil 21.10.17 07:22
Marco Aurélio Vitale, ex-diretor comercial do Grupo Gol, de Jonas Suassuna, disse à Folha que a receita que existia era da Oi.
“Diretores sabiam que existiam contratos e receitas milionárias, mas nunca ficou claro quanto e pelo quê a Oi pagava. Um deles um dia me viu muito agitado, trabalhando muito ainda no início, e disse: ‘O que você está fazendo? Aqui é para ganhar dinheiro e não fazer nada.’ Porque tinha os contratos com a Oi. Eu corria atrás. Mas a percepção que eu tinha era que os inimigos políticos não faziam negócio, e os amigos não faziam com medo de se comprometer.
Mais:
“Os projetos não passavam pela área de compras, não existia proposta, e eram valores muito elevados tratados e aprovados diretamente pela presidência da Oi. Toda vez que mudava o presidente da Oi, existia um esforço do Jonas, do Kalil [Bittar], e muitas vezes do Fernando [Bittar], de ir até a presidência, fazer reuniões. Dava para notar que tinha que explicar por que se pagava dinheiro tão alto para negócios que não tinham fundamento. Era como se fossem pagamentos com compromisso de realização sem lógica comercial.”
Vitale disse não ter participado de atos ilícitos e quer escrever um livro, cujo nome provisório é “Sócio do filho”. O filho de Lula.
STJ rejeita novo pedido de liberdade de Eduardo Cunha
Brasil Sexta-feira, 20.10.17 20:57
Rogerio Schietti Cruz, ministro do STJ, negou pedido de liberdade feito pela defesa de Eduardo Cunha, informa o site do tribunal.
Detido em outubro de 2016 por ordem de Sérgio Moro, o ex-presidente da Câmara está cumprindo pena de 15 anos e 4 meses de prisão no âmbito da Lava Jato.
Com a Operação Sépsis – que investiga fraudes na liberação de financiamentos com recursos do FGTS–, Cunha teve nova ordem de prisão decretada, dessa vez por Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília.
O pedido de liminar rejeitado hoje foi apresentado pelos advogados do ex-deputado após novo decreto de prisão preventiva emitido pelo juiz Vallisney.
STF pede registros de visitas de amigos de Temer ao Planalto
Brasil 20.10.17 20:45
O STF solicitou a Moreira Franco que lhe envie os registros de acesso de cinco pessoas ao Palácio do Planalto em 2017, informa a Época.
O grupo inclui João Baptista Lima Filho, o “coronel Lima”, e José Yunes, amigo e ex-assessor de Michel Temer.
Os cinco são investigados pela PGR pela suspeita de atuar para aprovar legislação de interesse de empresas do setor portuário.
Contador de Glaucos fez o IR de Lula e Marisa
Brasil 20.10.17 18:49
João Muniz Leite disse à Veja que, entre 2001 e 2015, fez as declarações de Imposto de Renda tanto de Glaucos da Costamarques quanto de Lula e Marisa.
Muniz Leite é o contador que, como comprovam os registros do Sírio-Libanês, foi visitar o primo de José Carlos Bumlai no hospital, no final de 2015, para que ele assinasse de uma vez vários recibos de aluguel do apartamento em São Bernardo.
Glaucos, porém, diz não ter recebido nada pelo aluguel até o final de 2015 – o que, segundo a Procuradoria, reforça que ele é laranja de Lula e que o apartamento foi presente da Odebrecht.
Muniz Leite não sabe dizer se os pagamentos foram feitos de fato.
“Eu fazia o Imposto de Renda de ambas as partes, tinha conhecimento de que um pagava e que o outro recebia. Agora, como pagava e em que local, aí eu desconheço. Eu atuava meramente como um executor do IR. Não era mentor nem controlador de absolutamente nada.”

REFLEXÃO CRISTÃ ESPÍRITA

A Mulher ante o Cristo
Toda vez nos disponhamos a considerar a mulher em plano inferior, lembremo-nos dela, ao tempo de Jesus.
Há vinte séculos, com exceção das patrícias do Império, quase todas as companheiras do povo, na maioria das circunstâncias, sofriam extrema abjeção, convertidas em alimárias de carga, quando não fossem vendidas em hasta pública.
Tocadas, porém, pelo verbo renovador do Divino Mestre, ninguém respondeu com tanta lealdade e veemência aos apelos celestiais.
Entre as que haviam descido aos vales da perturbação e da sombra, encontramos em Madalena o mais alto testemunho de soerguimento moral, das trevas para a luz; e entre as que se mantinham no monte do equilíbrio doméstico, surpreendemos em Joana de Cusa o mais nobre expoente de concurso e fidelidade.
Atraídas pelo amor puro, conduziam à presença do Senhor os aflitos e os mutilados, os doentes e as crianças. E, embora não Lhe integrassem o círculo apostólico, foram elas – representadas nas filhas anônimas de Jerusalém – as únicas demonstrações de solidariedade espontânea que O visitaram, desassombradamente, sob a cruz do martírio, quando os próprios discípulos debandavam.
Mais tarde, junto aos continuadores da Boa Nova, sustentaram-se no mesmo nível de elevação e de entendimento.
Dorcas, a costureira jopense, depois de amparada por Simão Pedro, fez-se mais ativa colaboradora da assistência aos infortunados. Febe é a mensageira da epístola de Paulo de Tarso aos romanos. Lídia, em Filipos, é a primeira mulher com suficiente coragem para transformar a própria casa em santuário do Evangelho nascituro. Loide e Eunice, parentas de Timóteo, eram padrões morais da fé viva.
Entretanto, ainda que semelhantes heroínas não tivessem de fato existido, não podemos olvidar que, um dia, buscando alguém no mundo para exercer a necessária tutela sobre a vida preciosa do Embaixador Divino, o Supremo Poder do Universo não hesitou em recorrer à abnegada mulher, escondida num lar apagado e simples...
Humilde, ocultava a experiência dos sábios; frágil como o lírio, trazia consigo a resistência do diamante; pobre entre os pobres, carreava na própria virtude os tesouros incorruptíveis do coração, e, desvalida entre os homens, era grande e prestigiosa perante Deus.
Eis o motivo pelo qual, sempre que o raciocínio nos induza a ponderar quanto à glória do Cristo – recordando, na Terra, a grandeza de nossas próprias mães –, nós nos inclinaremos, reconhecidos e reverentes, ante a luz imarcescível da Estrela de Nazaré.

Do cap. 52 do livro <Religião dos Espíritos>, de Emmanuel, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Da página http://www.oconsolador.com.br de 30-9-2012.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

SEGUNDA EDIÇÃO DE 20-10-2017 DO 'DA MÍDIA SEM MORDAÇA'

NO BLOG DO NOBLAT
Fecha-se o certo à Lava Jato

Sexta-feira, 20/10/2017 - 03h10
Por Ricardo Noblat
Se dependesse do senador Romero Jucá (RR), presidente do PMDB e um dos mais poderosos nomes do governo Temer, “a sangria” provocada pela Lava Jato no meio político e empresarial já teria sido estancada há muito tempo. Desde, pelo menos, o início de 2015, quando conversou por telefone com Sérgio Machado, o ex-presidente da Transpetro que gravou seu desabafo.
Embora com atraso, está em curso a mais nova tentativa de estancar a sangria. E até aqui, pelo menos, ela avança com sucesso. O cerco à Lava Jato está se fechando com a colaboração do governo, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF). Se não for revertido, a mais bem-sucedida operação de combate à corrupção da História do Brasil irá simplesmente para o brejo.
Depois de ter sepultado a primeira denúncia de corrupção contra o presidente Michel Temer, o governo está pronto para sepultar a segunda. Pagou caro pelo enterro da primeira, distribuindo cargos, verbas e outras sinecuras com partidos e deputados acostumados a tirar vantagem de tudo. Pagará mais caro pelo enterro da segunda. Adeus reforma da Previdência Social!
O Senado livrou um dos seus filhos mais ilustres, Aécio Neves (PSDB-MG), da punição que lhe foi imposta pela Primeira Turma do STF. Devolveu-lhe o mandato suspenso. E a livre circulação à noite. Aécio foi salvo pelo voto nada constrangido de algumas dezenas de senadores às voltas com um monte de processos. Suspeitos de crimes uniram-se para se proteger. Natural.
O STF protagonizou a patacoada de abdicar de uma de suas funções a pretexto de evitar a eclosão de uma nova crise. Não mais será dele a última palavra quando se tratar da punição de um parlamentar, mas sim do parlamento – Câmara dos Deputados, Senado, assembleias legislativas e câmaras de vereadores. Políticos, unidos, jamais serão vencidos!
Em breve, o STF desfechará mais um duro golpe na Lava Jato, ao recuar da decisão de que condenado em segunda instância da Justiça poderá ser preso de imediato. Caberá à terceira instância autorizar ou não a prisão. Não é nada, não é nada, mas é por isso que o privilégio de só ser julgado pelo STF dificilmente será revisto. Processos ali costumam prescrever. As condenações são escassas.
Se necessário, o Congresso votará novas leis para que algo parecido com a Lava Jato não se repita jamais. Não sentirá o mínimo pingo de vergonha por proceder assim. É o Brasil velho que esperneia, estrebucha e resiste ainda cheio de energia ao nascimento do novo.

Fernando Collor: o senador dos milhões
Sexta-feira, 20/10/2017 - 09h47
Por Hugo Marques, Veja
O senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL) quadruplicou sua fortuna em oito anos de mandato, que subiu de 4,8 milhões de reais para 20,3 milhões de reais, entre 2006 e 2014. Os investigadores da Lava-Jato identificaram que o enriquecimento veloz do senador se deu ao mesmo tempo em que a Petrobras era dilapidada por uma organização criminosa formada por políticos e empresários. Collor é réu no Supremo Tribunal Federal por ter embolsado 29 milhões de reais.
A influência de Collor estava na BR Distribuidora, onde nomeou a diretoria. Collor encontrou uma maneira inusitada para tentar escapar do processo. Ele enviou carta à gerente de sua agência bancária em Brasília pedindo o estorno dos depósitos feitos em sua conta corrente pelo doleiro Alberto Youssef. VEJA teve acesso à cópia da carta e de uma tabela que a Polícia Federal encontrou na residência de Collor.
Lá, estão registrados projetos da UTC, com cifras ao lado. Collor é acusado de receber entre 15 e 20 milhões da reais em propina para privilegiar a UTC nos contratos com a BR Distribuidora. A reportagem completa está publicada em VEJA dessa semana.

Eunício diz que votará em Lula em 2018, caso PMDB não lance candidato

Sexta-feira, 20/10/2017 - 09h17
No O Globo
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), declarou apoio ao ex-presidente Lula, nas eleições de 2018, se não houver entendimento nacional do PMDB para o pleito. A declaração foi publicada no jornal “O Povo”, do Ceará.
— Se não houver um entendimento nacional, se não houver uma aliança local que me obrigue diferente, eu sou eleitor do Lula – disse o presidente do Senado ao jornal “O Povo”, após seminário do Sebrae em Fortaleza (CE).
De acordo com a reportagem, a declaração fortalece tese que Eunício estaria se aproximando do governador Camilo Santana (PT) com a intenção de disputar uma das vagas ao Senado dentro da possível aliança com o petista.
O peemedebista avaliou que o PMDB não deve lançar candidato próprio à Presidência. Ele defendeu a liberação das alianças nos estados.
O PMDB é um partido livre — disse.

Para o que presta Aécio
Sexta-feira, 20/10/2017 - 09h04
Por Ricardo Noblat
Presta para continuar servindo à República como senador, a julgar pelo voto em bloco dos seus companheiros do PSDB.
Mas para continuar presidindo o partido ele não presta, a julgar pela opinião de grande parte dos seus companheiros.
Tasso Jereissati (CE), presidente interino do PSDB, ameaça deixar o cargo na próxima semana se Aécio não renunciar a ele em definitivo.

PF achou anotações de valores da Odebrecht e Braskem na casa de Aécio

Sexta-feira, 20/10/2017 - 08h28
Por Luiz Vassallo, Estadão
A Polícia Federal encontrou na casa do senador Aécio Neves, durante buscas e apreensões no âmbito da Operação Patmos, anotações com valores de 200 mil e 510 mil relacionados à Odebrecht e à Braskem. No papel manuscrito, ao lado da anotação ‘CNO’ (Construtora Norberto Odebrecht), consta os nomes ‘Pimenta’ e ‘Direção Estadual’. Ao lado de ‘Braskem, o tucano anotou ‘Direção Estadual’. Para os investigadores, os valores ‘provavelmente’ são ‘monetários’ e são ‘possivelmente fruto de atividade ilícita’.
As buscas e apreensões na casa de Aécio Neves se deram em maio, quando o senador foi afastado do cargo por decisão do ministro Luiz Edson Fachin, à época em que foi deflagrada a Patmos. No âmbito da Operação, o tucano foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, acionista da JBS. Os valores teriam sido repassados ao primo do senador, Frederico Pacheco, o Fred, e as primeiras tratativas teriam sido realizadas pela irmã do senador, Andrea Neves, ambos flagrados em ação controlada da Polícia Federal. Aécio foi denunciado por corrupção passiva por supostas propinas de R$ 2 milhões dos delatores.

Alô, ministro! Alô, senador!
Sexta-feira, 20/10/2017 - 08h02
Por Ricardo Noblat
O que prova afinal o relatório da Polícia Federal divulgado ontem sobre as 43 chamadas telefônicas via WhatsApp feitas de dois aparelhos celulares do senador Aécio Neves para o celular do ministro Gilmar Mendes no período de 16 de março a 13 de maio deste ano?
Prova que os dois costumam se falar com assiduidade, apenas isso. Embora pareça esquisito que um senador às voltas com mais de 10 processos no Supremo Tribunal fale tão frequentemente com o ministro relator de, pelo menos, quatro deles. Sobre o que conversaram?
Isso o relatório não diz. Aécio disse em nota que conversou com Gilmar sobre reforma política. Gilmar disse em nota que conversou com Aécio sobre a lei de abuso de autoridade. Uma coisa não tem necessariamente a ver com a outra, mas pode ter.
Dará em que o relatório da Polícia Federal? Em nada, naturalmente. Aqui quase tudo dá em nada.


NO BLOG ALERTA TOTAL
Sexta-feira, 20 de outubro de 2017
No Brasil global, a realidade é uma ficção
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Tem tudo para bater recordes de audiência, na Rede Globo, o capítulo final da novela “A Força do Querer”. O que acontecerá com a bandida Bibi Perigosa que ficou boazinha? O Secretário de Segurança vai “terminar” com ela? E a PM linda, honesta e lutadora, que ele namora, fica com quem? O certo é que ela dará porrada no UFC... Igual ao Rodrigo Maia no PMDB... Galvão Bueno está pronto para narrar a luta...
Ainda na novela global: o traficante chefe vai sentar o aço no Rubinho que deseja lhe tomar o morro? Como ficará a bela bígama doidona que pratica o poliamor? A rica viciada em jogo terá salvação? E como será o Globo Repórter ao vivo - que vai misturar jornalismo de ficção com realidade novelesca? Melhor não perguntar como a Bibi deixa o crime, e o Aécio segue na carreira - de encenador...
Todos que não viram a novela adoram assistir ao capítulo fatal. Michel Temer segue na sua força do querer ficar na Presidência. Apesar do desgaste e muita negociação, quarta-feira que vem ele conseguirá se salvar pela segunda vez. A base amestrada juntará os votos suficientes para rejeitar a denúncia criminal feita Procuradoria-Geral da República. O problema temerário é a quinta-feira. A novela está longe de chegar a um capítulo final.
A vida pública brasileira segue em ritmo de ficção dramática e criminosa. A galinha econômica ameaça alçar seu voo irreal. E o Fla-Flu eleitoral promete mais emoções que o campeonato brasileiro de futebol e mais baixarias que um filme policial ultrapornográfico. A sereia traidora flerta com o Lula, mas pode terminar amante do Jair Bolsonaro. Só o Mangabeira Unger aposta que ela prefira ficar com o Ciro Gomes. Do jeito que a coisa vai, podemos tudo, inclusive o Álvaro Dias. A Globo ensaia um roteiro de campanha para Luciano Huck. Mas não será fácil para a Angélica chegar de táxi no cargo de primeira-dama. Pior para o Henrique Meirelles: Dona Edinalva quer ficar com ele... Acha que é o Boto...
O Brasil precisa ser reinventado em um choque de realidade. Basta de ilusão e desilusão. Vamos debater uma nova Constituição, porque a fascista de 1988 nem deu o que tinha que dar. Ela é a mãe de todas as crises. Só a Major Jeiza pode dar porrada no Estado-Ladrão. Porém, o Secretário de Segurança da ficção pode trocá-la pela bandida convertida. Melhor para o Zeca Tatu e para quem tiver dinheiro para comer um bacalhau de primeira lá no Portugal Pequeno de Niterói. Que tal pegar um dinheiro emprestado no Santander (patrocinador da novela) para pagar o almoço, que nunca é grátis?
Chega de ficção! A solução é uma Intervenção Constitucional. Cada cidadão consciente tem o dever moral de exercer seu legítimo poder instituinte para promover mudanças. Precisamos de um País Republicano, Federalista e Transparente. O problema é que os inimigos reais do Estado-Ladrão ainda estão desunidos e sem Harmonia (não confundir com o clube da elite paulistana onde o ex-relator constituinte Nelson Jobim pode levar uma bola preta e ser impedido de se tornar sócio). A realidade é dura e ficcional. Temos de formular um projeto estratégico para o Brasil.
Hoje é Dia do Maquinista. O problema é que colocar o Brasil nos trilhos não é tarefa para canalha, mas sim para gente inteligente, com conceitos corretos e propósitos nobres. Onde podemos encontrar tais personagens. Não na novela, mas sim no mundo real, por pior que ele pareça. Glória Perez bem que podia escrever um roteiro menos doido que a vida real dos brasileiros. Lula será candidato, mesmo que condenado. A Bibi Perigosa daria uma primeira-dama nada angelical (perdão, Huck). $talinácio devia convidar o Sabiá para vice. Ou, então, o Jobim, se ele for barrado pela seletiva cúpula do Harmonia.
Estamos na Rocinha (sem trocadilho infame). Ir embora para a Catalunha não resolve. O negócio real do momento é colher jabuticabas. Temos excesso de produção da nossa fruta símbolo. Mas, antes, é preciso renovar a fé de que podemos e devemos mudar o Brasil para melhor. A coisa só fica pior se o Temer fizer uma foto do Rodrigo Maia vestido de sereia - que não sabe com quem fica. Ele não faria isto, porque a Marcela o trocaria pelo Boto cor de rosa.
Não é fácil. Nossa realidade é uma ficção.
(...)

NO JORNAL DA CIDADE ONLINE
Todos os detalhes e mentiras do mais emblemático inventário de São Bernardo do Campo

Por Amanda Acosta - Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br
Quinta-feira,19/10/2017 às 19:58            

A análise do processo de inventário de dona Marisa Letícia demonstra de maneira inequívoca o quanto a família Lula da Silva é dissimulada e infame.
Tive o cuidado de me debruçar sobre o processo e percebi com absoluta nitidez, o quanto Lula vive, viveu e criou os seus filhos envoltos num repugnante castelo de mentiras, falsidades e falcatruas.
É de cátedra que Lula em 2005 afirmou que ‘A desgraça da mentira é que você passa a vida inteira contando mentira para justificar a primeira que você contou’. Veja:
Enrolado até o pescoço em um emaranhado de processos, inquéritos e procedimentos judiciais, envolvendo ele próprio e aos filhos, todos avessos ao trabalho, o ex-presidente não poderia ter na sua defesa advogados distantes desta realidade.
Escolheu um velho compadre e antigo ‘laranja’, Roberto Teixeira, que trouxe a tiracolo um genro aético, agressivo, irritante e trapaceiro.
Cristiano Zanin representa a escória da advocacia. Seu modus operandi processual é fétido.
Para tanto, o inventário de dona Marisa é um notório exemplo.
Logo na petição inicial, ao atribuir valor à causa, Zanin já agiu em desacordo com as normas legais, visando evidentemente obter vantagem, pagando um pequeno valor a título de custas judiciais. Veja:


Valor atribuído ao milionário inventário

O ínfimo valor recolhido de custas judiciais
A juíza do caso imediatamente determinou a correção do valor da causa e o consequente complemento das custas processuais. Abaixo a decisão da juíza:


O ato seguinte do advogado de Lula foi tentar conseguir o ‘segredo de justiça’ dos autos, que foi prontamente indeferido pela magistrada.
Zanin tenta obter o segredo de justiça

O despacho que indeferiu o sigilo
Não tendo conseguido o almejado ‘segredo de justiça’, o advogado teria que cumprir a determinação no sentido de arrolar os bens a serem partilhados. Protelou ao máximo. Inicialmente pediu um prazo de 60 dias.

Passados os 60 dias, Zanin não cumpriu o que se comprometeu. Pediu mais 30 dias de prazo, sob a enfadonha alegação de ‘entraves burocráticos diversos’.
__________


Vencido o novo prazo, a relação de bens para a partilha finalmente foi juntada, oportunidade em que foram declinados os herdeiros. Veja:

Entretanto, mais uma vez evidenciando o seu ‘modus operandi’, Zanin fez uma ressalva em seu petitório, dizendo da impossibilidade de obter extratos de todos os investimentos financeiros que deveriam ser inventariados. Ou seja, existem outros investimentos ainda não arrolados.
Algo ele esconde. Impossível que em nove meses após a morte de dona Marisa Letícia não se tenha conseguido obter os extratos de todos os seus investimentos.


De todo modo, uma coisa é certa: tais investimentos representam quantias vultosas, pois foram realizados na B3 S/A Brasil, Bolsa, Balcão, que se trata de uma administradora de mercados, conforme demonstra o documento abaixo.

O que se vê é que, mesmo nos detalhes, a atuação dos advogados do ex-presidente Lula é carreada de irregularidades, ilegalidades e extrema falta de ética.
Um documento, o instrumento de procuração de Marcos Cláudio Lula da Silva, contém uma informação falsa. O filho mais velho de Lula é qualificado como ‘vereador’. Na data em que a procuração foi assinada, Marcos Cláudio já havia perdido a disputa da reeleição e não detinha mais o mandato. No mínimo, nesse caso, faltou denodo por parte dos advogados. Veja abaixo.


Percebe-se que o problema da dupla Roberto Teixeira e Cristiano Zanin não é tão somente com o juiz Sérgio Moro, na República de Curitiba, é generalizado, é com a lei e com o estabelecimento da verdadeira Justiça.

No caso Aécio, Senado pisou no Supremo e o STF precisa reagir para não se apequenar
Por Jorge Béja (*)
Quinta-feira, 19/10/2017 às 12:05
Passou despercebido um erro procedimental crasso e que invalida a decisão do Senado que devolveu a Aécio Neves (PSDB-MG) o exercício do mandato de senador da República.
Vamos à explicação: em 26.9.2017, no julgamento da Ação Cautelar nº 4327, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por 3 a 2, decidiu impor a Aécio as medidas cautelares de afastamento do exercício do mandato e o seu recolhimento noturno, em razão do inquérito em que o tucano é investigado a partir das delações premiadas de executivos da JBS.
Foi uma decisão soberana? Sim. Recorrível? Não.
A 1ª Turma também decidiu pela remessa dos autos, em 24 horas, à Casa Legislativa (Senado) para "resolver" sobre as medidas impostas, mantendo-as ou revogando-as, tal como acontece com as prisões em flagrante de deputados e senadores por crime inafiançável? Não, a 1ª Turma, no dia seguinte, 27.9.2017, apenas enviou ofício ao presidente do Senado comunicando a decisão para que a mesma fosse cumprida. E assim terminou a tramitação daquela Ação Cautelar nº 4327, de 4 volumes.
Por coincidência ou não, no dia 11.10.2017, o plenário do Supremo Tribunal Federal julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5526, proposta em 2016 pelo PP, PSC e Solidariedade, tendo como causa de pedir a suspensão do exercício do cargo do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ordem que foi determinada pelo STF naquele ano de 2016. Seis, dos cinco ministros, acolheram parcialmente a ação e decidiram que o STF pode impor medidas cautelares contra parlamentares. Porém, qualquer medida que impossibilitar, direta ou indiretamente o exercício regular do mandato parlamentar, a restrição (ou as restrições) deverá ser submetida, em 24 horas às Casas Legislativas respectivas, para aprová-las ou não, tal como acontece com a prisão em flagrante de deputados e senadores por crime inafiançável.
Foi aí que ocorreu o erro procedimental. O Senado, por conta própria e sem que os autos de 4 volumes da Ação Cautelar nº 4327, que impôs medidas cautelares ao senador Aécio fossem enviados pela 1ª Turma àquela Casa Legislativa,  aproveitou aquela decisão de 6 a 5 da ADI 5526/2016 e resolveu, de ofício, negar aval à decisão que o STF, por sua 1ª Turma, impôs a Aécio. De ofício, porque o Senado assim votou e assim decidiu sem ter os autos judiciais em seu poder. Os senadores votaram e decidiram sobre um processo que eles próprios desconhecem. Os autos da Ação Cautelar nº 4327 continuam lá na 1ª Turma do STF, de onde nunca saíram. Daí o acerto, involuntário, do protesto do senador Roberto Rocha (PSDB-MA) que reclamou "como podemos julgar Aécio se nem conhecemos o processo, nem temos os autos do processo".
O inconformismo do referido senador, e que nada mais era do que uma justificativa para votar pelo retorno de Aécio, acabou sendo, sem ele saber, corretíssimo e de acertado cunho jurídico. O Senado não poderia negar ou conceder aval às restrições cautelares impostas ao senador tucano pelo STF sem que os autos de 4 volumes (físicos ou eletrônicos) estivessem em poder da presidência e da mesa do Senado. E quando o Senado, sem ter sido provocado e sem conhecer o processo judicial, decide aprovar ou não, medidas cautelares penais que a Suprema Corte impôs a um de seus membros, decidiu de forma abstrata, sem os autos, sem examinar as provas, sem conhecer a fundamentação da decisão que, cautelarmente, impôs restrições ao exercício do mandato de um de seus membros.
Enfim, decidiu contra a própria determinação contida naquele 6 a 5, quando o plenário estabeleceu a necessidade da remessa dos autos pelo STF à Casa Legislativa, não apenas nos casos de prisão em flagrante por crime inafiançável de senador ou deputado, bem como no caso da decretação de qualquer medida cautelar que impossibilite, direta ou indiretamente o regular exercício do mandato parlamentar.
O processualmente correto, constitucional e obediente àquela decisão do 6 a 5 seria este: em 12 de outubro passado, dia seguinte à sessão plenária do 6 a 5, cumpria ao relator da 1ª Turma encaminhar, de ofício, os 4 volumes da Ação Cautelar nº 4327 ao Senado para que os senadores resolvessem sobre as restrições impostas a Aécio Neves. Caso a 1ª Turma não remetesse os autos ao Senado, cumpria, então, ao presidente do Senado avocá-los, oficiando à 1ª Turma do STF para tal fim. O certo é que nenhuma coisa nem outra aconteceu. Os senadores se reuniram e decidiram não cumprir a decisão do STF, sem os autos do processo judicial e, consequentemente, sem examinar provas e conhecer a fundamentação da decisão da 1ª Turma.
No plano constitucional, foi desrespeitado o princípio da harmonia entre os Poderes da República. E no plano processual, a votação dos senadores que desaprovou a decisão judicial do STF e trouxe Aécio de volta ao exercício do mandato, é tão inválida quanto inócua. Era preciso que os autos da Ação Cautelar nº 4327 da 1ª Turma fossem remetidos ao Senado.
Sem os autos e diante do completo desconhecimento do que neles contém, a votação no Senado foi aleatória. Nula, portanto.
É certo que agora o presidente do Senado oficiará, se é que não já oficiou, ao presidente da 1a. Turma do STF comunicando que os senadores não referendaram as cautelares impostas a Aécio. E é perfeitamente possível, plausível e justo que a 1ª Turma do STF responda que a votação não tem validade e que as restrições continuam vigentes, isto porque os autos do processo cautelar, de 4 volumes, nem chegaram a ser remetidos ao Senado, para que as cautelares restritivas impostas fossem ou não referendadas, lacuna que invalida a votação, sendo necessária sua repetição, desta vez com os autos em poder do Senado.
(*) Advogado no Rio de Janeiro e especialista em Responsabilidade Civil, Pública e Privada (UFRJ e Universidade de Paris, Sorbonne). Membro Efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB)

No leito do hospital, Glaucos recebeu 12 ligações de Teixeira
Da Redação
Sexta-feira, 20/10/2017 às 07:03
A história da falsificação dos recibos de aluguel de dona Marisa Letícia cada vez fica mais evidente.
Assim que o patético Cristiano Zanin apresentar os recibos originais, as perícias que deverão ser realizadas irão fatalmente se transformar no tiro de misericórdia da constatação da prática criminosa.
As capengas alegações de Lula irão se enfraquecer ainda mais e teremos o inevitável nascedouro de mais um processo crime.
O Ministério Público Federal informou nesta quinta-feira (19) ao juiz Sérgio Moro que o relatório das ligações havidas entre Roberto Teixeira e Glaucos Costamarques, apontou 12 contatos telefônicos entre os dois, no período em que o ‘laranja’ estava internado no hospital do Dr. Roberto Khalil.
Certamente Teixeira não ligou para Glaucos afim de desejar ‘melhoras’.

Síndica entrega irmão de Geddel
Sexta-feira, 20/10/2017 às 09:01
A dupla de irmãos que, durante décadas, se chafurdou nos cofres públicos está com os seus dias contados.
Não fosse Lúcio Vieira Lima, o deputado irmão de Geddel, detentor de ‘foro privilegiado’ certamente estaria com sua prisão preventiva decretada.
A síndica do prédio onde os dois malandros guardavam dinheiro sujo, confirmou à Polícia Federal que os dois frequentavam o imóvel.
Segundo Patrícia Santos Queiros, o entra e sai de malas era constante.
Ora Geddel, ora Lúcio, ambos retiravam as chaves do imóvel na portaria do edifício, sob pretexto de que estariam guardando pertences do falecido pai.

NO O ANTAGONISTA
Moro volta a defender prisão preventiva e alerta para risco de fuga
Brasil Sexta-feira, 20.10.17 11:14
Em sua sentença de hoje em que condena Bruno e Jorge Luz, o juiz Sergio Moro volta a defender a importância das prisões preventivas.
Por favor, leiam:
“Os elementos probatório disponíveis, afinal, são no sentido de que se tratam de outros intermediários de propinas em contratos públicos, como os anteriormente identificados Alberto Youssef, Fernando Antônio Falcão Soares, Júlio Gerin de Almeida Camargo e Milton Pascowitch, entre tantos outros identificados no âmbito da assim denominada Operação Lava a Jato, e que fazem do ilícito e da fraude a sua profissão.
Apenas a prisão preventiva foi capaz de encerrar as suas carreiras delitivas, sendo ela aqui também necessária.”

E mais:
“Não se pode também ignorar a presença de um risco concreto de fuga em relação a pessoa condenada por corrupção e lavagem e que mantém ativos milionários secretos no exterior. Os valores no exterior viabilizam não só a fuga, mas também que, no exterior, possa o condenado fruir do produto do crime com segurança.”
Moro: “Quem, em geral, vem criticando a colaboração premiada é, aparentemente, favorável à regra do silêncio”
Brasil 20.10.17 11:24
Sérgio Moro, de fato, aproveitou a sentença em que condenou Bruno Luz e Jorge Luz para rebater as críticas às delações premiadas.
Por favor, leiam mais este trecho:
“Em outras palavras, crimes não são cometidos no céu e, em muitos casos, as únicas pessoas que podem servir como testemunhas são igualmente criminosos.
Quem, em geral, vem criticando a colaboração premiada é, aparentemente, favorável à regra do silêncio, a omertà das organizações criminosas, isso sim reprovável.
É certo que a colaboração premiada não se faz sem regras e cautelas, sendo uma das principais a de que a palavra do criminoso colaborador deve ser sempre confirmada por provas independentes e, ademais, caso descoberto que faltou com a verdade, perde os benefícios do acordo, respondendo integralmente pela sanção penal cabível, e pode incorrer em novo crime.”

CPI ataca Fachin
Brasil 20.10.17 10:56
A CPI da JBS vai usar Ricardo Saud para tentar desmoralizar Edson Fachin.
Segundo a Folha de S. Paulo, os membros da CPI querem interrogar Ricardo Saud sobre o trecho de sua conversa gravada com Joesley Batista em que ele diz que vai “fazer igual Fachin (…)” e “beber até 5 horas da manhã”.
Lava Jato enquadra ex-agente de instituição suíça
Brasil 20.10.17 10:58 
A Lava Jato brasileira também emparedou um ex-agente de instituição bancária suíça que, atuando no Brasil, realizava a abertura e a gestão de contas mantidas junto ao Banco Société Générale, informa a força-tarefa da Lava Jato.
Por meio da cooperação jurídica internacional, descobriu-se que o tal agente cooperou para que dois funcionários da Petrobras abrissem contas para movimentar milhões no exterior.
17,7 milhões de reais apenas para um investigado
Brasil 20.10.17 10:53
A operação de hoje da PF alcançou quatro funcionários de alto escalão da Petrobras.
As propinas a eles foram pagas entre 2008 e 2014, em espécie e, principalmente, por meio de depósitos em contas no exterior.
Apenas para um dos investigados foram destinados 17,7 milhões de reais. Parte desse dinheiro está bloqueado por autoridades suíças.
A vaquinha de Lula
Brasil 20.10.17 10:49
O PT vai fazer uma vaquinha na internet para bancar as caravanas de Lula.
A Odebrecht faz falta.
O TCU de Joesley
Brasil 20.10.17 08:09
Joesley Batista levou para passear em seu iate dois ministros do TCU.
Em seguida, eles passaram o dia em sua casa em Angra dos Reis.
Segundo a Veja, as mordomias foram oferecidas em 11 de junho de 2016, quando o TCU já analisava as negociatas da JBS.
Os dois ministros são Vital do Rêgo e Bruno Dantas.